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Câmara de Bragança entrega habitação social…

Câmara de Bragança entrega habitação social…
  • 5 de Janeiro de 2010, 09:56

Os primeiros cinco contratos de realojamento, todos para o Bairro da Mãe d´ Água, foram celebrados com António José Gonçalves Esteves, Sandra Cristina Salvador, Carlos Alberto Major Carneiro e Angelina Alice Teixeira Afonso. Esta última troca de casa com Alexandra Marisa Monteiro Costa, que assinou outro contrato que vincula a sua transferência, brevemente, para o rés-do-chão. Já Ana Teresa Marta será realojada no Bairro da Coxa.
“Vou-vos pedir que tenham especial cuidado na utilização dos fogos habitacionais, tanto que, o valor da renda não é mais do que simbólico. Há pessoas que têm passado pelas habitações sociais e destroem-nas completamente. É preciso preservar as coisas, pois elas custam a todos. É uma obrigação vossa!”, referiu o presidente da CMB, Jorge Nunes. Segundo o edil, estão a ser substituídas todas as caixilharias por vidro duplo para melhorar as condições de conforto, “porque há dias difíceis, mais frios e nos quais irão gastar menos energia”. Esta intervenção, acrescenta o autarca, será extensível aos vários blocos do Bairro da Mãe d´ Água.
“Houve fogos recuperados em que foi preciso contratar empresas para tirar lixo e fazer desinfecções, antes dos trabalhadores poderem entrar. Há, de facto, pessoas que não sabem cuidar daquilo que custa a todos”, refere Jorge Nunes, sublinhando o “óptimo trabalho de remodelação com pavimentos excelentes, caixilharia de qualidade acrescida e apartamentos confortáveis.”

A importância de estabelecer um bom ambiente com actuais inquilinos para melhorar a qualidade do próprio bloco

“Têm de conservá-los!”, repetiu o presidente, várias vezes, ao longo da cerimónia, apontando casos em que a madeira apareceu toda queimada.
Depois de assinados os contratos, procedeu-se a uma deslocação ao Bairro da Mãe d´Água, onde um dos apartamentos, já com nova caixilharia, foi visitado por famílias, jornalistas, funcionários da Câmara e pelo próprio Jorge Nunes, que salvaguardava: “terá de haver um esforço da vossa parte para verem os actuais inquilinos como membros de família.”
Anabela Nascimento, a futura arrendatária do apartqamento visitado, afirma que se mudará assim que lhe derem a chave, “Há 10 anos que esperava por este momento! Foi pior que um filho! Ainda nem consigo acreditar!”, declara emocionada esta mãe casada com um filho de 13 anos.
A morar, actualmente, num T2 nas proximidades da Rotunda dos Touros, revela que a sua principal dificuldade é a renda “enorme” de 300 euros. Com o marido desempregado e ela quase a terminar o curso de cozinheira na Escola Profissional, vem também do estudo a sua única fonte de rendimento.
Olívia Machado, uma adolescente cuja família foi beneficiada com uma habitação social, sente-se “feliz” pela “casa nova”, testemunhando in loco as suas “boas condições” de habitabilidade. Oriunda do Bairro de S. Sebastião, a sua mãe, Ana Teresa Marta, além de Olívia, tem a seu exclusivo encargo mais duas filhas para criar, pagando, mensalmente, 175 euros. As quatro serão realojadas num T3 no Bairro da Coxa, entretanto, continuarão a pagar uma renda “demasiado cara”, refere a jovem.
A CMB recuperou 16 fogos e, nos próximos meses, haverá cerca de uma dezena de outros para entregar, garante o presidente da autarquia.

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