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Mau tempo atinge Mogadouro

Mau tempo atinge Mogadouro
  • 5 de Janeiro de 2010, 09:47

“Não tenho palavras para descrever o que me aconteceu. Os prejuízos são elevados, apesar de ainda não estarem contabilizados. Em 30 anos é a segunda que tal situação se verifica nesta zona da vila ”, desabafava a comerciante, com a voz embargada pelo nervosismo.
Apesar dos meios da Protecção Civil Municipal e Bombeiros Voluntários terem sido mobilizados, não foi possível acudir a todas a ocorrências.
Celeste Messias, outra habitante de Mogadouro, mostrava-se inconsolável, já que a força da água também lhe causou prejuízos de monta. “Viveram-se momentos de aflição, pois a água entrava por todo o lado. A garagem ficou alagada e os mantimentos para fazer face ao Inverno ficaram estragados. Os electrodomésticos não funcionam e há roupa estragada. Foi um cenário para esquecer”, contou Celeste Messias.
Apesar dos prejuízos causados em algumas habitações, os meios no terreno centraram-se junto à Clínica de Hemodiálise de Mogadouro, onde a água cortou o trânsito, invadiu a unidade de saúde e ameaçou os reservatórios de água destinada à diálise renal. Uma situação que só foi evitada dada a mobilização de meios, já que foi preciso criar canais de escoamento com recurso a uma retroescavadora para fazer baixar o nível da água. No mesmo local, quatro automóveis tiveram de ser removidos já que a água lhes entrou para o motor, imobilizando-os.
“A tromba de água começou a cair com força logo ao início da manhã. A enxurrada durou cerca de uma hora, sendo que a água começou a correr pelos terrenos e, em pouco tempo, inundou a clínica. Só já vimos o pessoal a tirar a água de dentro do centro de diálise para que não parasse com os tratamentos ”, relatou Norberto Gonçalves, um taxista que fazia serviço para a unidade de saúde.
Também o Parque de Lazer de Penas Roías sofreu estragos, já que o ribeiro que atravessa aquele sítio galgou o leito, destruindo alguns dos equipamentos. O vereador da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, adiantou que, “em alguns casos, é preciso redimensionar os sistemas de escoamento para fazer face a situações como esta”.

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