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Outeiro dançou ao sabor da rosca

Outeiro dançou ao sabor da rosca
  • 12 de Janeiro de 2010, 11:38

Após a missa solene e a procissão em honra de S. Gonçalo, o charolo é transportado para o largo da Casa do Povo, com as jovens da aldeia a carregarem os ramos em separado. O grupo de gaiteiros não tarda a chegar e ensaiam-se os primeiros passos da dança da rosca. Alinham-se os pares e a dança só pára quando os mordomos distribuem rosca por todos os presentes.
Segue-se nova dança, com os homens a ostentar as roscas bem no alto, e, ao cruzarem-se com os pares, chocam-se os traseiros de forma efusiva, num misto de tradição e sensualidade. A distribuição de rosca continua, como que a anunciar o arremate do charolo. Os mordomos fazem o leilão peça a peça, guardando para o fim os cinco ramos, por sinal os mais cobiçados.
“Quem dá mais”, repetem os leiloeiros, com o preço das roscas a chegar aos 20,00 euros.
Ao longo da tarde, novas danças se repetem, com mais distribuição de rosca, empurrada por um copo de vinho. Após a entrega da festa aos novos mordomos, a animação prossegue pela noite fora, com nova visita à casa dos moradores que se mostram dispostos a abrir a torneira do pipo e a oferecer pão e presunto a todos os que fazem a ronda, também conhecida por “pandorcada”.
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