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“Reis” como antigamente

“Reis” como antigamente
  • 12 de Janeiro de 2010, 12:19

O Torneio dos Reis, realizado pela primeira vez em Bragança, pôs a cidade, por um fim-de-semana, no mapa nacional do hóquei em patins. Ele foi, de novo, tão rei como nos tempos de antigamente, em que se transpirava a modalidade e existiam, de verdade, grandes equipas em escalões superiores a competir ao mais alto nível.
Bem montado que estava o palco que acabou por receber muito público, cerca de 500 pessoas passaram jovens atletas e altas entidades do hóquei em patins e da patinagem a nível nacional, entre eles, o presidente da Federação de Patinagem de Portugal, Fernando Claro, o presidente da Associação de Patinagem do Porto, Celestino Brito, o presidente do Conselho Distrital de Árbitros de Hóquei em Patins do Porto (CDAHP do Porto), Álvaro Aguiar, e o seu vice, José Campos, bem como o presidente da Associação de Patinagem do Minho, Paulo Matias. Os árbitros que dirigiram todos os encontros, de forma irrepreensível, foram Carlos Tadea, Manuel Santos e Teófilo Ramalho. Já os presidentes das associações de patinagem de Aveiro e do Ribatejo não puderam, por motivos pessoais, estar presentes.
No Pavilhão Municipal, entraram em acção quatro poderosas selecções distritais, que se defrontaram vigorosamente com a garra própria da idade e a mestria dos seus treinadores. Com dois jogos por dia e cada com 15m para cada lado, o primeiro de sexta-feira, colocou Porto e Aveiro frente-a-frente. Um a zero ao intervalo e o mesmo resultado manteve-se no final, a favor dos portistas. O segundo, imediatamente após, deu a vitória ao Minho por 7 a 1, contra o Ribatejo. Seguiu-se o jantar e as dormidas mais que merecidas, na Pousada da Juventude.

Seis jogos, em três dias, elevaram Bragança, por um fim-de-semana, a Capital Nacional do Hóquei em Patins

No sábado, as hostes abriram às 17 em ponto. Mas, o CAB tinha programado um dia bem mais preenchido, que começou com o pequeno-almoço, por volta das 9h. Depois do estômago satisfeito, teve lugar um passeio pela cidade no comboio turístico que tomou o resto da manhã. Ao meio-dia, realizou-se um encontro de futebol 5, o Jogo da Amizade, entre alguns dirigentes do clube anfitrião e membros das várias comitivas visitantes. Já durante a tarde, pelas 15 e 30, decorreu o primeiro jogo de exibição dos Benjamins do CAB, um espectáculo com uma performance sempre cativante.
Os jogos do torneio, que iniciaram já o sol se punha, tiveram os seguintes resultados, 6 golos para o Porto e nenhum para o Ribatejo, Minho 3 e Aveiro 0.
No domingo, as festividades começaram cedo. Às 10h, disputou-se o jogo entre as selecções distritais de Aveiro e Ribatejo, sendo que, os ribatejanos ganharam por 4 a 2. No segundo encontro e também o mais esperado, defrontaram-se Porto e Minho, as únicas duas equipas invictas até ao momento. Contudo, o Porto foi mais forte e acabou por ganhar aos minhotos 2 – 1, naquele que viria a ser o jogo grande do IV Torneio dos Reis.
Não fosse a época que atravessamos e o nome continuaria a fazer sentido, dado o histórico da cidade anfitriã academista no Hóquei em Patins, segundo desporto de eleição nacional.

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