Utentes desesperam por consultas de Oftalmologia
“Desloquei-me ao hospital de Bragança, há cerca de um mês e meio, para a primeira consulta depois de ter sido operado às cataratas e disseram-me que não tinha consulta, porque o médico tinha ido embora. Pedi para me marcarem uma nova consulta, mas disseram-me que não tinham médico, pelo que tinha que esperar que me contactassem”, conta Manuel Silva.
No entanto, passado mais de um mês e meio, este utente garante que ainda não foi notificado pelo CHNE para ir a uma nova consulta de Oftalmologia.
Manuel Silva receia que este atraso lhe possa causar problemas graves ao nível da visão, visto que é diabético. “Há anos que andava a fazer laser por causa da doença. Agora, desde que fui operado às cataratas, ainda não voltei a ser visto pelo médico”, enfatiza este utente de Mogadouro.
Utentes com diabetes viram interrompidos os tratamentos periódicos a laser para prevenir danos na visão causados pela doença
Manuel Silva espera, agora, que a consulta lhe seja marcada o mais rápido possível. “Nós não podemos fazer nada. Temos mesmo que esperar”, lamenta o utente.
Na mesma situação encontram-se muitas pessoas que eram seguidas pelo oftalmologista que se deslocou para a Unidade Hospitalar de Vila Real.
“Foram interrompidos tratamentos a muitos utentes, muitos deles com diabetes”, garante uma fonte.
O Jornal NORDESTE sabe, ainda, que há utentes que foram operados às cataratas em Setembro e só foram consultados este mês, ao passo que outros ainda esperam pela consulta.
O NORDESTE tentou obter explicações junto do director clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, mas, apesar da insistência, não foi possível chegar à fala com o responsável até ao fecho da edição.