“A desaparecer do mapa”
Os associados que, durante 2009, completaram 25 anos, foram: AFONSO, LOPES & C.ª, LDA. – MOAGENS DO LORETO, sócio nº 19; ANICETO GONÇALVES & C.ª, LDA, sócio nº 25; GELFRIO – SOCIEDADE DE COMERCIALIZAÇÃO GELADOS, LDA, Sócio nº 358; JOÃO EVANGELISTA AFONSO – CAFÉ ZAROCO, Sócio nº 403; e BENJAMIM ANTÓNIO CORREIA – CAFÉ STOP, Sócio nº 428.
Apesar de estarem registados entre 1600 a 1700 associados, o presidente da ACISB, António José Carvalho, adianta que, apenas, cerca de 700, tem os seus direitos garantidos. “O comércio tradicional está a definhar e estamos na meta dos 25 anos. Esperamos que, em 2011, não tenhamos que passar para os 20”, alertou o responsável.
No final, os homenageados foram chamados a receber um diploma com a data do acontecimento e uma medalha comemorativa dos 100 anos da Associação, que cumpriu o seu centenário corria o ano de 2002. Aos associados com 25 anos, foi-lhes ainda oferecido um pequeno crachá em prata e o respectivo diploma comemorativo dessa data.
Questionado sobre o estado do Comércio, Indústria e Serviços brigantinos, António José Carvalho é peremptório: “vão muito mal, pessimamente. Bragança, está, praticamente, a desaparecer do mapa, estando muito abaixo da linha de água. Infelizmente, a população não cresce e a actividade comercial está nas ruas da amargura.”
“É com alguma mágoa que eu reconheço esta realidade. Gostaria que o comércio local fosse pujante, porque tem condições para o ser. Esperemos que as entidades responsáveis pela vida económica e social, como a Câmara Municipal e o Governo Civil, não se esqueçam que Bragança é capital de distrito e, nessa medidade, está a ficar muito para trás. Há que arrepiar caminho, arranjar formas de nos unirmos, a ver se conseguimos levar a nossa missão por diante”, considerou o dirigente.
Questionado sobre formas de alterar cenário “tão desolador”, António José Carvalho apregoou uma união entre comerciantes e instituições.
“Que se compre em Bragança, que se dê emprego em Bragança, que as poucas empresas que têm lutado sejam vistas de uma outra forma, e que as entidades com com responsabilidades sobre este concelho, façam todos os esforços possíveis para que esta cidade saia do marasmo em que vive, actualmente”, avisou o responsável.