No trilho dos “Mouros”
Antepassados e povos de outros tempos fizeram de Edroso, no concelho de Macedo de Cavaleiros, uma aldeia repleta de história e, para sempre, associada à arqueologia.
Prova disso é o arqueosítio do Bovinho, também conhecido como o Poço dos Mouros, a cerca de um quilómetro da localidade, com, ao que se supõe, uma ocupação proto-histórica e romanizada, que foi intervencionado pela Associação Terras Quentes.
Segundo alguns autores, trata-se de um castro romanizado, das Idades do Ferro e Romana, que integra um povoado fortificado, defendido por um fosso e por uma linha de muralha.
Neste local foram encontrados diversos vestígios e materiais, como peças em cerâmica de uso comum, bem como instrumentos associados à moagem de cereais, tecelagem e escória de ferro, entre outros, que revelam a presença e, mesmo, estabelecimento de famílias.
A crença popular adianta, ainda, que no Bovinho existe um “buraco” com cerca de cinco metros de profundidade e um curso de água que desagua em parte incerta.
Igreja matriz, santuário de Santo António e fonte romana são ex-líbris da aldeia
Antiga freguesia de Santa Marinha de Edroso, a aldeia, com cerca de 200 habitantes, é conhecida pela igreja matriz que integra três quadros, ao que se supõe, medievais, com uma cena de caça, dois caretos e sulcos paralelos (sem interpretação) retratados.
Há, ainda, quem realce a fonte romana, actualmente a ser intervencionada, como um dos monumentos mais importante da localidade.
“Estava em muito mau estado, pelo que já arrancaram os trabalhos de recuperação da fonte que orçam em mais de 25 mil euros”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Edroso, José Veigas.
Já fora do perímetro habitacional da aldeia, o destaque vai para a capela e o santuário dedicados a Santo António que se erguem onde, em outros tempos, foi a quinta ou povoação da Moimentinha.