Rendeiro in the mix
Miguel e o seu manager, Sérginho, chegaram a Bragança por volta da meia-noite. Depois de uma curta passagem pela discoteca para o testsound, deslocaram-se ao hotel, de onde só saíram por volta das 2h da manhã, para entrevista com o Jornal Nordeste, que será publicada no dia 26 de Janeiro.
“Ainda não possuo estatuto que me permita passar apenas aquele tipo de som que a mim me agrada mesmo muito. Por vezes, só me apetecia misturar música nova, tendências, mas, de momento, não me posso dar ao luxo de o fazer”, revelou Miguel Rendeiro, nascido em Chaves, bem antes da electrizante actuação. “Mesmo que um dia possa, a minha formação como dj ensinou-me a ler as pistas de dança, adaptar-me ao público e à casa, procurando sempre tocar aquilo que me dá prazer”, acrescentou o dj, licenciado em Gestão de Marketing.
“Não sou um dj comercial e não atinjo os extremos a que, hoje em dia, infelizmente, algumas discotecas nos habituaram, tornando-se num produto demasiado corporativo e comercial, devido a fenómenos como a MTV ou a Internet”, declarou Miguel Rendeiro.
Na sua quarta passagem por Bragança, profissionalmente falando, e na sua primeira actuação do ano novo de 2010, o dj flaviense quebrou o ritmo com o seu house inspirado numa cidade que tem condições para contratar certos e determinados nomes da dancescene que, não sendo caros, pagam-se a si próprios. O que, para além de um lugar no mapa, iria possibilitar a Bragança conquistar o título de capital do Nordeste da Música Electrónica, uma posição de prestígio perdida há muitos anos atrás, em que a noite brigantina era, de facto, de topo num ranking nacional de qualidade.