Barragem movimenta Moncorvo
Até à conclusão da barragem do Baixo Sabor, prevista para 2013, chegarão a ser mais de um milhar e meio os trabalhadores que passarão e permanecerão na vila transmontana.
Ficam a ganhar os proprietários de casas para arrendar, taxistas e população em geral, mas é, sobretudo, o sector da restauração que sente o maior impacto.
“Temos muito mais movimento desde que as obras arrancaram. Apesar de terem construído uma cantina, ainda servimos muitas refeições aos trabalhadores”, explicou Susana Diogo, proprietária do restaurante “O Lagar”.
Já Vera Cardoso, do café Yosef, queixa-se da quebra do volume de negócios desde que foi criado o estaleiro junto da aldeia de Póvoa, na freguesia da Adeganha.
“Agora já não vêm tanto por Moncorvo, pelo que, por dia, verifica-se menos 300 euros em caixa”, adiantou.
No entanto, parece ser à noite que as ruas e estabelecimentos comerciais da vila ganham nova vida, com a azáfama dos operários e restantes profissionais.
“Esta obra trouxe muita gente a Moncorvo e nota-se isso à noite, quando aproveitam para sair”, sublinhou Ilda Neves, proprietária do café Bom Amigo.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Moncorvo, Aires Ferreira, “é visível o movimento, sobretudo à noite, sendo que a discoteca, que só funcionava ao fim-de-semana, passou a abrir, também, à quinta-feira”. De acordo com o autarca, “a capacidade hoteleira esgotou, sendo que, também, já não há casas para arrendar, pelo que muitos trabalhadores tiveram que ir para outras localidades viver”.