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Póvoa: aldeia primitiva

Póvoa: aldeia primitiva
  • 26 de Janeiro de 2010, 10:56

É difícil, também, pensar em habitações que, além da falta de saneamento, não têm uma rede de água canalizada a funcionar na perfeição. É difícil, mas é com este cenário que se deparam, diariamente, os cerca de dez habitantes de Póvoa, na freguesia de Adeganha (Torre de Moncorvo).
Os projectos para instalação de esgotos e de pavimentação das ruas arrancaram há alguns anos e praticamente não passaram de uma intenção, já que os paralelos continuam em monte à entrada da aldeia e as caixas de saneamento permanecem sem ligação a uma fossa séptica.
“Há três anos, o saneamento básico e o calcetamento da aldeia foram adjudicadas a um empreiteiro, que começou criou a rede de esgotos. Contudo, quando chegou a altura de instalar a fossa, houve problemas nas negociações com o proprietário do terreno, onde a estrutura iria ficar, e a obra acabou por ficar parada”, explicou o presidente da Junta de Freguesia da Adeganha, Guilhermino Soares, em funções desde o passado mês de Outubro.
Segundo o autarca, depois deste imbróglio, a fossa continua na aldeia de Estevais, na mesma freguesia, à espera de ser instalada.

Autarquia moncorvense
garante que pretende
resolver o problema

“A Câmara Municipal assegurou que, até ao final deste mês, haveria uma solução. Estamos ansiosos, já que esta situação dificulta o investimento na aldeia”, sublinhou Guilhermino Soares.
Contactado pelo Jornal Nordeste, o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, adiantou que “enquanto não fecharmos os ramais de saneamento, não tem lógica pavimentar as ruas”.
Contudo, revelou que a autarquia tem visto o seu trabalho dificultado por questões relacionadas com fundos comunitários, que poderiam ser aplicados em projectos do género.
Recorde-se que, à entrada da Póvoa, localiza-se o estaleiro das obras da barragem do Baixo Sabor, pelo que a aldeia tem sido visitada por diversos trabalhadores daquele empreendimento que procuravam casas para arrendar. Contudo, devido às fracas condições, acabaram por preferir instalar-se em outras aldeias vizinhas e, mesmo, em Torre de Moncorvo, deixando para trás a falta de saneamento e ruas pavimentadas.

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