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Unir Douro e Trás-os-Montes

Unir Douro e Trás-os-Montes
  • 26 de Janeiro de 2010, 10:39

Em termos de Plano de Desenvolvimento Territorial, já contratualizado com a Comissão de Coordenação de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte, a CIM de Trás-os-Montes vai gerir os 78 milhões de euros que serão investidos nos 15 municípios da sua área de influência (ver caixa)
Sem querer pormenorizar, o presidente da CIM, Fernando Campos, revela que o pacote de investimentos abrange a área ambiental, investimentos na área social e na rede viária, bem como apoios à actividade económica.
“Há um vasto conjunto de investimentos que irão ser concretizados, diferenciados entre cada um dos municípios e é isso também que cria riqueza dentro desta comunidade. É essa diversidade que resulta num montante elegível de 78 milhões de euros, o que dá, em valor de investimento, mais 25 por cento, o que totalizará quase 100 milhões de euros”, afirma o responsável, que nem por isso se mostra muito satisfeito com o montante. “Foi uma gota para as nossas necessidades, mas reconheço também que é um desafio para os 15 municípios que constituem a CIM de Trás-os-Montes, porque vamos ter que provar que somos capazes de pôr para trás das costas aqueles bairrismos balofos que tantas vezes nos dividem e vamos ter que olhar apenas e só para aquilo que nos une”, considera o edil, que preside à Câmara de Boticas.
Fernando Campos defende, aliás, a união entre os municípios como forma de salvaguardar o bem comum. “Se tivermos essa capacidade, obviamente, que será mais fácil conseguir um reforço das verbas na renegociação do quadro comunitário, que terá lugar no próximo ano”, sustenta.
Questionado sobre uma eventual união da CIM de Trás-os-Montes com a CIM do Douro, Fernando Campos, é peremptório: “vou fazer tudo o que esteja ao meu alcance para criar as condições que tornem possível a fusão entre as duas comunidade. Temos de ser capazes de ultrapassar aquilo que nos divide e realçar tudo o que nos une”, reitera.

“Não estou nada satisfeito com os 100 milhões de euros. Foi uma gota para as nossas necessidades”

“Se conseguíssemos a fusão das duas comunidades”, acrescenta Fernando Campos, “isso dar-nos-ia um peso negocial que, isoladamente, não conseguimos ter”.
Na óptica do autarca, Trás-os-Montes e Alto Douro teria dois terços da área da região Norte, o que daria à CIM um peso negocial “extraordinário”. “Seria o melhor a fazer para o futuro da nossa região e eu despedir-me-ia da política autárquica com a alegria de ter dado o meu contributo para que isso acontecesse”, considera o responsável.
Para o edil de Boticas não restam dúvidas que a união entre Trás-os-Montes e Alto Douro é o único caminho a seguir. “É a única forma de inverter este caminho que nos levará, invariavelmente, à desertificação, ao abandono e ao êxodo rural”, conclui o presidente da CIM.

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