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Associações de caçadores desunidas

Associações de caçadores desunidas
  • 9 de Fevereiro de 2010, 10:57

Quem o diz é o presidente da direcção da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética (FACIRC), curiosamente membro da CNCP, Raul Fernandes. O responsável desmente o teor do documento que falava num débito de 300 mil euros Confederação Nacional para com a AFN. A situação, alega a FENCAÇA está a transferência de verbas que a AFN já deveria ter feito para os órgãos do sector da caça.
Raul Fernandes diz que a história está mal contada. “A conta corrente com a AFN tem um crédito a favor da CNCP no valor de 367 mil euros, ao abrigo do protocolo, pelo que não há nenhuma dívida, ao contrário do que afirma a FENCAÇA”, assegura o responsável.
Tendo em conta que a FACIRC faz parte da CNCP, “também é uma das credoras de parte dessa verba”, esclarece o dirigente, que preferiu não se pronunciar, para já, sobre o restante conteúdo do comunicado da FENCAÇA. “Não queremos entrar em guerras, mas temos direito de nos defender e iremos analisar esta situação para tomarmos uma posição, posteriormente”, garante Raul Fernandes.
Recorde-se que, no mês passado, a FENCAÇA e a FACIRC trocaram algumas acusações, ainda que sob a forma de comunicados.

Colectividades trocam
acusações em documentos
e comunicados

O verniz estalou quando um comunicado da FENCAÇA fazia crer aos caçadores que o CNCP teria sido responsável pela suspensão do pagamento da taxa ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.
A FACIRC passou ao ataque e acusa a Federação sedeada em Coruche de “não se pronunciar” aquando das várias lutas levadas a cabo pela CNCP e seus membros.
Segundo a organização transmontana, a FENCAÇA não se terá manifestado contra a descriminação que afectou as Zonas de Caça Municipais (ZCM), uma vez que não tinham acesso ao fundos comunitários, bem como face às contra-ordenações aplicadas a estas áreas ou alguns aspectos integrados nas novas regulamentações previstas para as zonas de caça.
Em resposta a este documento, a FENCAÇA fala de “inverdades” na carta que a FACIRC dirigiu aos associados, criticando, ao longo de quatro páginas, esta estrutura federativa.
A Federação de Coruche desmente, assim, a acusação de “falta de inactividade”, relativamente a determinadas temáticas, levantada pela associação presidida por Raul Fernandes.
“Desde a primeira hora que a FENCAÇA se insurgiu contra as alíneas do novo regulamento das ZCM que penalizam e asfixiam as entidades gestoras”, adiantou, por escrito, o presidente daquela associação, Jacinto Amaro.
O responsável esclarece, ainda, que no que toca à polémica das contra-ordenações, aquela Federação foi a primeira do sector da caça a manifestar-se contra os autos levantados pela AFN.
Entre muitas outras críticas lançadas à FACIRC, o ambiente na caça está longe de ser pacífico.

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