Educação transmontana debatida
“Percebemos que é uma área geográfica com problemas específicos, que decorrem do decréscimo demográfico significativo que tem vindo a verificar-se”, sublinhou o sindicalista, durante uma conferência de imprensa que decorreu nas instalações da nova sede do secretariado Regional de Bragança – Norte.
Na óptica de João Dias da Silva, a desertificação da região tem consequências no que toca à estabilidade do corpo docente.
“Havendo menos crianças, há menos necessidade e mais vulnerabilidade de emprego nestes concelhos.
Por isso, achamos que se deve conciliar os interesses de emprego das pessoas e o apoio à promoção de sucesso educativo”, salientou o dirigente.
No entanto, e apesar das dificuldades constatadas na região, o responsável defende que o nível de exigência dos alunos no ensino deve manter-se, para que os jovens se integrem com sucesso no mercado de trabalho.
O sindicalista acredita, ainda, que se deve apostar na reorganização curricular, uma vez que se deveria reforçar disciplinas com uma carga horária reduzida, como História.
A par da oferta e qualidade formativa, o sindicalista defende o investimento em infra-estruturas, como os Centros Escolares de Bragança, actualmente em construção, mostrando-se preocupado com as instalações das escolas de Vinhais.
“Há deficientes condições de trabalho naquela vila para as crianças, docentes e não docentes”, lamentou João Dias da Silva.