Lixo produz energia eléctrica
A cerimónia, que envolveu aquela empresa intermunicipal e um consórcio constituído pelas empresas Painhas, S.A., DST – Domingos da Silva Teixeira, S.A. e OWS – Organic Waste Systems, decorreu na passada sexta-feira, com a presença da ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro.
Trata-se de um projecto que prevê a concepção, construção, fornecimento e exploração de uma unidade de valorização orgânica de resíduos urbanos e biodegradáveis do Nordeste Transmontano por digestão anaeróbica e que resulta de uma candidatura ao Programa Operacional Temático Valorização do Território, que suportará em 70 por cento os 25 milhões.
Assim, dentro de 18 meses, prevê-se que metade dos resíduos produzidos nas 13 regiões do Sistema Intermunicipal do Nordeste Transmontano sejam reaproveitados com vista à produção de material orgânico e energia eléctrica.
“É um processo de extrema importância que tem que ver com o adequado tratamento de resíduos urbanos, com privilégio para a reciclagem e o cumprimento das exigências comunitárias”, sublinhou Dulce Pássaro.
Com a entrada em funcionamento desta unidade, o aterro sanitário da Terra Quente, o prazo de vida útil, previsto até 2017, poderá alargar-se para mais 25 anos. Recorde-se que esta estrutura acolhe cerca de 95 por cento da meia centena de toneladas de resíduos sólidos da região.
Esta unidade prevê a criação de 40 postos de trabalho, durante a sua construção, e 30 ligados à exploração do empreendimento.
Ministra do Ambiente inaugurou estrutura da Administração dos Recursos Hídricos
A par da assinatura do contrato de adjudicação desta obra, Dulce Pássaro inaugurou, ainda, as instalações da subdelegação da Administração de Recursos Hídricos, em Mirandela.
Trata-se de um espaço que resultou de um protocolo entre aquela entidade e a Câmara Municipal da Cidade do Tua e onde a população pode recorrer para tratar da burocracia associada a licenciamentos e à gestão de recursos hídricos.
Recorde-se que os trabalhos de adaptação e beneficiação das instalações foram suportados pela autarquia, sendo que a renda do espaço fica a cargo da Administração de Recursos Hídricos.