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Assares reclama abertura de museu

Assares reclama abertura de museu
  • 2 de Março de 2010, 11:40

Esta situação não agrada à população, que reivindica a abertura daquele espaço para atrair turistas à aldeia, principalmente durante a época das amendoeiras em flor.
A presidente da Junta de Freguesia de Assares, Mónica Fernandes, enaltece a importância da infra-estrutura para dinamizar a economia local, mas lamenta que a CMVF ainda não tenha conseguido chegar a acordo com os proprietários dos terrenos onde foram encontrados os vestígios arqueológicos. “A Câmara tem feito todos os possíveis, mas ainda não foi possível resolver o problema”, acrescenta a autarca.
Confrontado com esta situação, o presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Artur Pimentel, afirma que foi celebrado, em Setembro do ano passado, um protocolo entre o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e a proprietária dos terrenos que tem na sua posse os achados arqueológicos. No entanto, as negociações entre as partes continuam, pelo que o edil preferiu não avançar uma data para a abertura do museu. Recorde-se que esta obra nasceu integrada no Centro Rural da Vilariça, para receber os vestígios arqueológicos do Cabeço da Mina, que até já foram alvo de estudo por estudiosos e investigadores da área.
Na óptica de Mónica Fernandes, a par da abertura do museu seria possível dinamizar outras actividades, como a venda de produtos locais, numa terra onde a agricultura é a principal fonte de sobrevivência.

Crise e envelhecimento
da população contribuem
para o abandono da agricultura no Vale da Vilariça

Apesar da fertilidade dos campos de árvores de fruto, legumes e hortaliças de qualidade, há muitos agricultores que estão a abandonar a actividade em grande escala, visto que os rendimentos não cobrem os custos de produção.
“Começa-se a sentir um certo abandono da agricultura. As pessoas cultivam, apenas, para consumo e só vendem pequenas quantidades, mas continua a ajudar na economia doméstica”, salienta a autarca.
A emigração e a saída dos jovens para as cidades do litoral contribuem para a desertificação do interior e Assares não é excepção. No entanto, Mónica Fernandes afirma que ainda há bastantes crianças e jovens, pelo que a construção de um polidesportivo é um dos projectos que a autarca pretende concretizar. Também a capela do Santíssimo Sacramento, um dos ex-libris da freguesia, vai sofrer obras de remodelação no exterior.
Quem passar por Assares pode visitar, ainda, a igreja matriz, que reabriu, depois de ter estado encerrada durante 30 anos, devido ao avançado estado de degradação. As obras de requalificação foram possíveis com a venda do terreno onde foi construído o museu. O dinheiro foi aplicado na restauração do templo dedicado a S. Miguel, o padroeiro da aldeia.
Com cerca de 150 habitantes, Assares poderá, ainda, ganhar centralidade com a construção do IP2 e do IC5. “Vamos ter um nó do IP2, que é onde este itinerário cruza com o IC5, a cerca de dois quilómetros da aldeia. Nessa altura, ficaremos mais perto de Lisboa e, até, do resto do distrito, visto que, actualmente, os acessos ao Planalto não são os melhores”, enfatiza a autarca.

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