EDEAF privatiza micro-empresas
O objectivo é passar a gestão daquelas micro-empresas para as mãos de privados, tendo em vista a redução de encargos para a Câmara Municipal de Alfândega da Fé (CMAF). “Queremos que a EDEAF não seja um peso para o município, mas uma estrutura positiva para o nosso concelho”, realça a presidente da CMAF, Berta Nunes.
A autarquia adoptou uma nova política de gestão, que vai reestruturar completamente aquele espaço. A par da privatização da “Alfa Mel” e da Alfa Doce”, a empresa municipal também já transferiu a queijaria para a Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé. “A Cooperativa já detinha 49 por cento das quotas, tinha preferência, e quis ficar com a queijaria”, explica a edil.
Quanto à empresa de embalamento de azeite também vai ser reinstalada nas instalações da Cooperativa, não estando, ainda, bem definido o plano de gestão desta micro-empresa. No entanto, Berta Nunes garante que esta unidade vai continuar à disposição de todos os produtores de azeite que queiram fazer o embalamento do seu produto.
“Vamos ter várias medidas para a valorização dos produtos e uma delas é o embalamento, que vai funcionar, agora, em melhores condições”, acrescentou a responsável.
Micro-empresas privatizadas vão dar emprego a alguns
funcionários da EDEAF
Berta Nunes afirma que já há privados interessados nas unidades de produção e comercialização de mel e doçaria tradicional, pelo que alienação dos espaços deverá ser feita ainda este mês. “ Dentro de cerca de uma semana termina o prazo para a apresentação das candidaturas. Depois vamos fazer a análise para vermos quais são as mais vantajosas para o município”, adianta a edil.
Este processo contempla, ainda, a reintegração de alguns trabalhadores da EDEAF. “ Quem não ficar a trabalhar nas micro-empresas será reintegrado na empresa municipal. Até ao momento, ainda não fizemos despedimentos, apesar de não termos renovado alguns contratos que considerámos que não eram necessários”, admitiu Berta Nunes.
No que toca aos problemas com a electricidade e com o processo de licenciamento industrial, a autarca garante que estas situações deverão estar regularizadas dentro de dois meses.
Em relação ao passivo elevado da EDEAF, Berta Nunes garante que já foram sanadas parte das dívidas, estando a autarquia a pagar, regularmente, o restante passivo, com encargos mensais mais baixos, que resultaram da negociação com a banca.