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Mirandela expulsa atleta das camadas jovens

  • 16 de Março de 2010, 16:09

Segundo a direcção do grémio alvi-negro, o progenitor “fala de assuntos que só dizem respeito ao clube e à sua direcção, tentando, permanentemente, iludir alguns pais para factos relacionados com esta escola de formação, que não correspondiam à verdade”. Numa carta enviada ao encarregado de educação do atleta, o responsável das camadas jovens do SCM, Victor Noronha, dá conhecimento da expulsão decidida numa reunião realizada a 19 de Fevereiro, na presença de membros da direcção e da maioria dos pais dos atletas das escolas de futebol do clube.
Perante esta situação, a mãe do jogador, Fátima Ramos, mostra-se indignada com o facto de se expulsar uma criança que jogou 3 anos no clube, sustentando a decisão no “suposto” comportamento do pai.
A mãe do atleta fala mesmo em “coação moral, psicológica e discriminação” sobre a criança, de 11 anos, que está “em pleno desenvolvimento das suas capacidades físicas e psíquicas”. Além disso, segundo a carta enviada pelo clube, o atleta não fez nada para ser excluído do grupo. “Está a ser vítima de uma grande injustiça”, vinca Fátima Ramos.

Mãe fala de “coação moral, psicológica e discriminação” sobre a criança, de 11 anos

Em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, a encarregada de educação responsabiliza, ainda, a colectividade pelos danos morais e psíquicos que possam causar à criança, referindo a carta recebida pelos pais, que enaltece, igualmente, o trabalho desenvolvido e o mérito do atleta. “No final da época temos a honra e o gosto de podermos entregar mais uma faixa de campeão ao atleta”, pode ler-se na carta.
A mesma missiva refere, ainda, que o regresso de José Ramos na próxima época não depende dele, mas sim do comportamento do pai.
Questionado sobre esta situação, o SCM explica, em comunicado, que o clube em nada se opõe ao atleta em questão, realçando que este “tem primado por uma conduta individual exemplar durante o tempo que frequentou as escolas de formação”.
No entanto, a direcção lembra que “as escolas de formação têm regras que abarcam, não só os jovens que as frequentam, mas também os seus progenitores”. O comunicado lembra que “o desrespeito destas regras afecta ambos de igual forma e é motivo justificado para a suspensão ou expulsão do grupo de trabalho”.

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