Região

Casa do Abade em perigo

  • 23 de Março de 2010, 17:02

Guedes de Almeida, o advogado da empresa Sopedra, que adquiriu o imóvel para a transformar num empreendimento turístico, afirma que não é do interesse do proprietário investir na manutenção de uma casa que pretende vender à autarquia.
“Ofereceu a casa à CMB pelo preço de custo, que ronda os 100 mil euros, mais 25 mil que foi o valor do projecto. Ou seja, sem qualquer intenção especulativa”, alega Guedes de Almeida.
O mandatário do proprietário afirma que a crise impediu o avanço do hotel rural. “Atendendo à crise e às dificuldades de acesso ao crédito, a entidade proprietária viu-se impossibilitada de construir a obra”, justificou o advogado.
Perante o ultimato da CMB, Guedes de Almeida afirma que o proprietário já tomou a decisão de avançar com a demolição, pelo que vai dar conhecimento à autarquia da intenção do seu cliente. “A Câmara não quer comprar e ainda ameaça, por isso só resta atirar a casa abaixo”, acrescenta Guedes de Almeida.
Confrontado com a situação, o presidente da CMB, Jorge Nunes, afirma que não vai autorizar a demolição da Casa do Abade de Baçal e classifica esta intenção como “uma atitude de chantagem”.
Questionado se a autarquia não está disponível para negociar a aquisição do imóvel, o edil afirma que “a Câmara não pode suportar eventuais negócios desajustados que privados promovam”.
Já o deputado da CDU na Assembleia Municipal de Bragança (AMB), José Brinquete, acusa a Câmara de ignorar a classificação de imóvel de interesse municipal atribuído pela AMB, bem como o valor histórico e cultural da casa onde viveu o Abade de Baçal.

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