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Patronato quer integrar 170 jovens

Patronato quer integrar 170 jovens
  • 23 de Março de 2010, 10:32

Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa Escolhas, que tem como missão criar alternativas para as crianças e jovens que se desviam dos padrões comportamentais instituídos pela sociedade.
“Este projecto não se destina só aos jovens institucionalizados, mas também àqueles que têm o percurso escolar marcado pelo absentismo, falta de motivação e fraca retaguarda familiar. Já aqueles que podem ser considerados um exemplo vão interpelar esses jovens que não têm um comportamento tão correcto”, explica o director pedagógico da Casa do Trabalho, José Bento.
O responsável lembra que, actualmente, é fácil apontar o dedo e excluir por coisas tão simples como a forma de vestir ou os gostos musicais. “Aquilo que o projecto vai procurar é abrir a mente das pessoas também a novas culturas juvenis, e, simultaneamente, dar algum protagonismo e alguma actividade aos jovens da nossa cidade que vão ser abrangidos por este projecto”, acrescenta José Bento.
Ao todo, o programa pretende abranger cerca de 170 crianças e jovens, entre os 6 e os 24 anos. A inclusão, empregabilidade, dinamização comunitária, inclusão digital e empreendedorismo são as cinco medidas que vão ser trabalhadas com o público-alvo do projecto, através da realização de várias acções, que vão desde actividades de aprendizagem e reflexão, a acções de formações e estágios de integração no mercado de trabalho.
A coordenadora do projecto, Iveta Vilares, realça que esta iniciativa conta com um consórcio composto por sete parceiros, que se vai articular no sentido de fazer a triagem dos beneficiários do “Pontes de Inclusão”. “Cada parceiro sinaliza jovens que são prioritários, ou seja que estão numa fase vulnerável da sua vida e precisam de ajuda”, salienta a responsável.

Projecto “Pontes de Inclusão” contempla um conjunto de acções destinadas aos jovens, mas também às famílias

Dado tratar-se de jovens com problemas do ponto de vista comportamental, Iveta Vilares realça a importância do treino de competências, com programas específicos na área educacional e da psicologia, para ensinar os mais novos, por exemplo, a treinar as emoções ou a fazer a gestão orçamental. O objectivo é torná-los autónomos e reintegrá-los na sociedade.
Após a fase de formação dos técnicos, o projecto já está a ser implementado no terreno.
Com uma dotação orçamental na ordem dos 500 mil euros, comparticipados em 197 mil euros, esta iniciativa prolonga-se durante três anos, tendo sido estabelecida uma meta de abrangência na ordem dos 70 por cento.
Recorde-se que no distrito de Bragança foram aprovadas duas candidaturas no âmbito da 4ª Geração do Programa Escolhas, a da Casa do Trabalho, na capital de distrito, e outra em Mirandela, que também está relacionada com a inclusão social.

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