Corpo de Leandro encontrado na margem do Tua
O corpo foi retirado do rio pelos Bombeiros Voluntários de Mirandela, ainda antes das 10 horas, tendo sido encaminhado, de imediato, para a morgue da Unidade Hospitalar de Mirandela, para ser autopsiado.
O procurador do Ministério Público e o Delegado de Saúde de Mirandela estiveram no local da Azenha da Saldanha, entre Frechas e o Cachão, onde um pescador avistou o corpo, tendo confirmado tratar-se do cadáver de Leandro.
Segundo informações avançadas pelo JN, o relatório que está a ser elaborado pela PSP aponta para morte acidental, afastando a hipótese de suicídio.
Já o inquérito do Ministério da Educação denuncia uma falha grave no sistema de segurança da escola Luciano Cordeiro, onde a criança estudava.
Apesar de ainda não serem conhecidas as conclusões dos inquéritos que estão a ser elaborados pelas autoridades, o JN avança que foram confirmadas falhas no controlo das entradas e saídas do estabelecimento de ensino, o que responsabiliza a instituição, visto que as crianças saíram durante o período de aulas.
PSP afasta tese de que a criança era vítima de “bulling” na escola e aponta para morte acidental
No entanto, o relatório interno elaborado pela própria escola, considerado inconclusivo pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), indiciava que Leandro teria saído da escola pelas grades que circundam o recinto e não pelo portão principal.
Já a PSP, responsável pela condução do inquérito judicial, tem em cima da mesa a hipótese de Leandro ter entrado nas águas do Tua com a intenção de sair, tendo sido traído pela forte corrente que acabou por ser fatal.
Depois de ouvir o testemunho de vários colegas, familiares e professores, as autoridades também começam a afastar a ideia de que a criança de 12 anos fosse vítima de “bulling”, até porque de acordo com o perfil traçado pelos inquiridos, tratava-se de um rapaz “muito irreverente e reguila”, que era vítima de violência escolar, mas também agredia colegas.