Região

Recordar a história moncorvense

Recordar a história moncorvense
  • 20 de Abril de 2010, 09:42

Uma data que a Câmara Municipal local (CMTM) quis celebrar em conjunto com um grupo de individualidades que, nos últimos anos, contribuíram para o desenvolvimento do concelho.
“Este documento é uma cópia do original, que foi passada em Moncorvo pelo tabelião local em 1288 e, por aqui, se vê a organização local”, adiantou a professora da Universidade de Coimbra, Maria Alegria Marques. Segundo a catedrática, o foral “consagrou e deu oportunidade de crescimento à comunidade” que acolheu as populações que saíram, paulatinamente, “do concelho da Santa Cruz da Vilariça, que tinha foral por D. Sancho II”, concluiu.
Trata-se, assim, de um documento “complexo, no qual são considerados os estratos sociais, privilégios e deveres de cada grupo social, bem como referências à justiça, finanças e coimas, entre outros”, explicou a estudiosa.

Dos 15 homenageados, apenas um é natural do concelho de Torre de Moncorvo

Em dia de comemoração, a autarquia distinguiu 15 pessoas que, ao longo das últimas décadas, foram importantes para a história moncorvense.
“Hoje conseguimos reunir gente de vários quadrantes políticos na mesma sala e achámos que este era o dia oportuno para relembrar e homenagear aqueles que, ao longo de duas décadas e meia, tiveram uma contribuição decisiva em momentos importantes para o concelho”, explicou o presidente da CMTM, Aires Ferreira, que cumpre o último mandato à frente da autarquia.
Das 15 personalidades distinguidas, apenas o general Tomé Pinto é natural do concelho.
“Moncorvo serviu-me sempre de referência quando eu estava no exterior e ao longo da minha vida. São os mesmos valores que foram transmitidos pelo Foral às pessoas de Moncorvo, pelo que saio satisfeito com esta iniciativa”, sublinhou o homenageado.
O anterior bispo da diocese Bragança – Miranda, D. António Rafael, foi outra das individualidades distinguidas pela edilidade moncorvense.
“Esta homenagem permitiu-me retomar aquilo que vivi há 24 anos. Vim para a diocese com o propósito de lutar pela recuperação da identidade”, sublinhou o religioso que contribuiu, ainda, para a divulgação de Torre de Moncorvo como “capital das amendoeiras em flor”.
Recorde-se que, além de D. António Rafael e o general Tomé Pinto, a CMTM homenageou Adão Silva, Arlindo Cunha, Crisóstomo Teixeira, Durão Barroso, Ferro Rodrigues, José Eduardo Martins, José Sócrates, José Penedos, Mota Andrade, Pedro Serra, Ricardo Magalhães, Silva Peneda e Valente de Oliveira.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin