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UTAD melhora vinhas e vinhos

UTAD melhora vinhas e vinhos
  • 20 de Abril de 2010, 09:52

Trata-se de um projecto que incide sobre o processamento de imagens e sinais de telemetria para a posterior avaliação dos sistemas de condução da videira, juntando, deste modo, duas áreas do saber.
A sua quantificação fornece informações não só ecofisiológicas, mas também vitivinícolas no que se relaciona com o sistema de condução, densidade do coberto vegetal, microclima maturação e vigor directamente relacionados com a qualidade/produtividade da videira, entre outras.
Segundo os investigadores, esta nova tecnologia, sendo um método não destrutivo e indirecto pretende ser rápido, fácil de executar, não necessitar de mão-de-obra qualificada e não recorrer a equipamento dispendioso.
Segundo João Paulo Moura, do departamento de Engenharia da UTAD, há resultados científicos que estão a ser divulgados através da Internet e outros estão ainda em curso. “Daqui a umas semanas vamos intervir na área foliar da videira. No Inverno, quando a vinha está em repouso, analisamos a parte estrutural e, na Primavera até à época das vindimas, trabalharemos nas folhas, cachos e uvas”, explicou o responsável.
Ao que foi possível apurar, está a decorrer um registo provisório de patente que permitirá estimar o vigor da videira, a partir da maturação da uvas e pela avaliação qualitativa do vinho.

Aplicações informáticas facilitam trabalho de produtores

Haverá, ainda, a análise da evolução da maturação das uvas evitando a colheita dos bagos para posterior trabalho em laboratório e uma avaliação qualitativa através do chamado “nariz electrónico”.
Através de aplicações informáticas, publicações técnicas e workshops, os investigadores pretendem apoiar o sector empresarial vitivinícola. Para tal, já foram distribuídos cerca de 3.500 exemplares do CD interactivo “Apoio ao Vitivinicultor”.
“O desenvolvimento desta aplicação vai permitir a qualquer produtor a identificação das castas sem necessidade de conhecimentos técnicos ou científicos profundos, recorrendo a uma aplicação informática na Internet”, acreditam os investigadores.
Mais informações em www.vitilabtek.com.

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