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CHNE regista prejuízos de 12,5 milhões

CHNE regista prejuízos de 12,5 milhões
  • 27 de Abril de 2010, 09:31

Perante estes números, o vogal do conselho de administração do CHNE, António Marçôa, revela que houve um aumento dos custos na ordem dos 4,5 por cento, que se deve, sobretudo, a gastos com o pessoal e com material clínico.
“O que aconteceu é que tivemos um aumento de custos superior à média que tivemos nos três anos anteriores”, assume António Marçôa.
As razões para estes aumentos, segundo o vogal do CHNE, são a redução das listas de espera para as intervenções às cataratas, bem como a actualização dos salários aos funcionários da função pública. “ Em custos com o pessoal tivemos um aumento de 2, 2 por cento, já com o material clínico tivemos 7 por cento de aumento, que está ligado à cirurgia da catarata. Passamos de cerca de 700 intervenções para mais de duas mil”, realça o responsável. As características da região também são penalizadoras para as contas do CHNE. “Temos que percorrer grandes distâncias para transportar os doentes. Só em transportes gastamos mais de 1,5 milhões por ano. Além disso, temos uma população envelhecida e o rendimento per capita da região representa, apenas, 60 por cento da média nacional, o que leva as pessoas a recorrer mais aos serviços de saúde públicos”, alega António Marçôa.
Questionado sobre a disparidade de resultados entre o CHNE e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), que prevê lucros na ordem dos 2,2 milhões de euros, o responsável justifica que são hospitais com categorias distintas, pelo que também têm uma dotação orçamental diferente. “Se nós recebêssemos pelas mesmas coisas que fazemos, sem alterações, recebíamos mais 11 milhões de euros por ano, ao passo que se o CHTMAD recebesse pelos mesmos valores que nós tinha menos 25 milhões de euros por ano”, compara o responsável.

CHNE candidata-se a um ajustamento orçamental para conseguir equilibrar as contas

António Marçôa salienta, ainda, que, ao nível da gestão, o CHNE se empenha para que a qualidade e a quantidade dos serviços de saúde não diminuam. “Queremos prestar bons cuidados de saúde a custos relativamente controlados”, enfatiza o responsável.
Por isso, o vogal do CHNE garante que nem vai haver redução de pessoal nem de serviços.
António Marcôa revela, contudo, que o CHNE se candidatou a um ajustamento orçamental, para ajudar a equilibrar as contas.

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