Vandalismo em série
“Quem pegou fogo, deve ter entrado por cima, pois o prédio está devoluto e deixaram lá um casaco”, afirmou a comerciante, que antes de deixar o estabelecimento, há cerca de 8 meses, já tinha sido vítima de assaltos.
Segundo dados do comandante dos BVB, José Fernandes, pouco depois dos bombeiros terem combatido o incêndio na Travessa do Mercado, as chamas voltaram a deflagrar no nº 94 da Rua dos Gatos, numa casa habitada por uma idosa, alojada num lar há cerca de três meses, segundo informações dos vizinhos. Na altura, alguns vizinhos garantiram que as bocas-de-incêndio não tinham água, mas o comandante dos BVB desmente tais insinuações. “Os bombeiros tiveram três bocas de incêndio À disposição: uma na Rua Direita, perto da Charcutaria Poças, que serviu para reabastecer 2 viaturas, outra na mesma rua, próxima das escadinhas e, por fim, uma terceira, ao fundo da Rua dos Gatos, que foi a primeira a ser usada em combate directo ao incêndio”, revelou José Fernandes.
O comandante acrescenta, ainda, que a Rua dos Gatos é o local mais perigoso na cidade em caso de incêndio, por ser numa zona histórica de difícil acesso onde apenas um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios consegue entrar, mesmo que de traseira. Ambas as habitações ficaram completamente destruídas, mas os suspeitos dos actos de vandalismo, ainda partiram um vidro das traseiras do Supermercado da Sé, na Rua Oróbio de Castro, com 1 garrafa cheia de Vinho do Porto, como contou Fátima Alves, empregada deste estabelecimento.