Geada “queima” Agricultura
Assim, no dia 12 de Maio, 8 agricultores da freguesia do Parâmio e de Espinhosela solicitaram uma audiência com o governador civil de Bragança para discutirem os estragos provocados pelas geadas e potenciais apoios que possam minimizar a situação.
“Como o governador tem apoiado outras coisas, deve apoiar também o problema das geadas pois destruiu-nos a agricultura toda. Ainda não se fizeram as sementeiras porque a chuva não deixou e agora as geadas acabaram-nos com o pouco que tínhamos”, afirma Manuel Fernandes, da freguesia do Parâmio, um dos agricultores prejudicados pelas geadas.
“As culturas ficaram muito afectadas. As nogueiras estão a 100%, as vinhas, os castanheiros, as árvores de frutos, está tudo afectado. Faço parte de várias associações, mas, até ao momento, não vi movimento nenhum, nem por parte delas, nem por parte das juntas de freguesia. Por isso, é que este grupo de agricultores resolveu manifestar-se”, acrescenta.
João Pires, agricultor e secretário-adjunto da freguesia de Espinhosela, com terrenos em Vilarinho, uma das aldeias anexas a Espinhosela, refere: “Esta geada tardia veio dizimar por completo a cultura do Castanheiro, nomeadamente, as variedades mais precoces, do Zeive ou Boa-Ventura, mesmo a Judia, nalgumas zonas, ficou queimada a 100 por cento”.
Jorge Gomes ficou a conhecer os problemas relativamente às queimas provocadas pelas geadas. “O Governo Civil vai diligenciar junto da Direcção Regional da Agricultura para que desloque às zonas afectadas alguns técnicos que façam o levantamento exaustivo daquilo que aconteceu para, a partir daí, podermos adoptar medidas que minimizem um pouco os prejuízos, se é que é possível fazer alguma coisa”, adianta.
Questionado sobre a disponibilidade do Governo para subsidiar a produção perdida, Jorge Gomes afirma que essa resposta compete ao ministro da Agricultura.