Região

Hospital sem tolerância

Hospital sem tolerância
  • 18 de Maio de 2010, 10:27

A revogação da dispensa de serviço não foi bem recebida pelos funcionários, até porque já havia orientações para não marcar consultas externas ou cirurgias para 13 de Maio. Por isso, a maioria do pessoal entrou ao serviço, mas não havia doentes para atender. É que no espaço de uma semana, entre o avanço e recuo da administração, não foi possível convocar utentes para as consultas que estavam agendadas para 13 de Maio, mas foram desmarcadas após a primeira ordem da administração.
Na comunicação interna de 3 de Maio passado, pode ler-se: “O Conselho de Administração, determina a aplicação a todos os colaboradores do CHNE, da tolerância de ponto, do dia 13 de Maio de 2010”. Uma semana depois, a 11 de Maio, a revogação da tolerância de ponto apanha de surpresa todos os funcionários. “O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Nordeste determina a revogação da Comunicação Interna de 3 de Maio, que concedia a tolerância de ponto no dia 13 de Maio de 2010”, lê-se no segundo documento emitido pelo Conselho de Administração.
Confrontado com as críticas, o presidente do Conselho de Administração do CHNE, Henrique Capelas, explica que o Ministério da Saúde delegou nos hospitais a decisão de decretar a tolerância de ponto. No caso do Nordeste Transmontano, “deliberámos não atribuí-la, depois de ponderar várias situações, entre elas a quebra de produção e o custo que teria para o erário público, cerca de 80 mil euros por dia”, revelou o responsável.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin