Bispo visita arte sacra de Macedo
A efeméride, que coincidiu com a comemoração do Dia Internacional dos Museus, foi assinalada com a visita do bispo de Bragança-Miranda, D. António Montes Moreira, e dos párocos do concelho. Naquele mesmo dia, o Museu de Arte Sacra passou a acolher novo espólio religioso do concelho, exposto em regime de rotatividade, dando continuidade ao bom funcionamento da parceria, existente desde 2004, entre a Câmara Municipal, a diocese de Bragança-Miranda e a Associação Terras Quentes, no âmbito da identificação, conservação e restauro do património religioso do concelho de Macedo de Cavaleiros.
O número de visitas neste primeiro ano de funcionamento excedeu todas as expectativas, registando mais de 6000 entradas, na sua maioria com origem exterior ao distrito de Bragança.
No primeiro ano de actividade, o museu recebeu 6 mil
visitantes
D. António Montes Moreira mostrou-se agradado com a visita, salientando a importância cultural resultante da criação do Museu. “A criação deste Museu é de grande valorização cultural para o concelho, para toda a região e Diocese.
Dentro do Museu fiquei muito impressionado com a antiguidade de muitas peças. Não fazia ideia destas peças tão antigas, espalhadas por muitas localidades do concelho, o que significa que houve uma disseminação cultural muito importante, encontrando-se aqui peças desde o século XV”, disse o prelado.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, destacou o número de visitas, bem como o trabalho de inventariação realizado, que permitiu a reunião de todo o espólio. “Seis mil visitantes, sendo que a maioria é de fora do distrito, permite concluir que a implementação deste museu foi um sucesso”, considera o autarca. O edil macedense referiu ainda a aposta no turismo para a dinamização económica do concelho. “O Museu de Arqueologia e o de Arte Sacra, inserem-se também numa estratégia de pontos de interesse centrados no conhecimento e no património, permitindo maiores razões para que nos visitem”, sublinhou. Para Beraldino Pinto, “a aposta no turismo da natureza já tem visibilidade há mais tempo, mas este de valorização do nosso património, neste caso religioso, é também uma valência muito importante. É por isso, pilar essencial para que o Geoparque que estamos a implementar aos poucos se concretize, porque é muito assente nas riquezas naturais e também na nossa identidade”.