Macedo campeão
Predominou o equilíbrio até à expulsão de Nuno Meia, o marcador do golo solitário, que bastou para fazer a festa da conquista do campeonato e do título de campeões. Depois, foi o jogo da inteligência por parte dos trasmontanos e do pulmão por parte dos minhotos.
Com a bola a rolar em alta velocidade, na constante parada resposta, numa luta sem tréguas a meio campo, servindo muito bem os atletas das alas para as diagonais, com cruzamentos, onde as defensivas eram rainhas a anular todas as veleidades.
Um ressalto de bola na área, de rigor, com Terroso a desviar a sua trajectória com a mão, proporcionava a Nuno Meia um penalty, marcado em potência e colocação e foi a loucura forasteira. Até á expulsão de Nuno Meia, volvidos 27’, o campeão mostrou a sua qualidade, com Litos a ser imenso na baliza e a evitar que o resultado atingisse outras proporções.
Com menos uma unidade, o Macedo, de Rui Vilarinho, vestiu o fato-macaco, fechando o meio campo e mostrando carácter, qualidade, tranquilidade e estofo de campeão. Por seu turno, o Limianos assumiu o jogo, fazendo tudo para anular a vantagem adversária, ficando um jogo intenso, rápido e bem jogado.
Na recuperação de bola, com transição rápida, os transmontanos causavam perigo constante, com Litos, Terroso, César e Bóris a serem imensos ao evitar que o novo campeão voltasse a explodir na alegria do golo.
Comitiva de adeptos acompanhou equipa no regresso a Macedo
A pressão alta local desdobrou-se em ataque massivo e fez tudo para contrariar a festa trasmontana, conseguindo duas excelentes situações, em que o golo espreitou.
O jogo terminou com a luta pelo golo da confirmação ou da igualdade a encher o campo, contagiando a assistência e dignificando o futebol.
A excelente réplica do Limianos deu um sabor especial à justa vitória do Macedo que, 25 anos depois, regressa à 2ª divisão, culminando uma época em que foi a equipa mais regular e a que praticou melhor futebol.
De Ponte de Lima saiu uma caravana com cinco motas e cerca de duas dezenas de viaturas a escoltar o autocarro com os campeões até Macedo de Cavaleiros, onde uma multidão eufórica esperava os seus heróis, para uma festa que durou até às tantas.