Região

Alfândegatur à venda

  • 1 de Junho de 2010, 10:29

Apesar do passivo desta empresa municipal rondar os 2 milhões de euros, a presidente da CMAF, Berta Nunes, considera que a situação financeira melhorou e que, tanto o hotel, como o SPA, estão numa situação sustentável, tendo duplicado a facturação. “A taxa de ocupação é superior a 70 por cento”, realça a edil.
Além disso, a autarquia também fez obras para a tornar a infra-estru­tura mais atractiva aos visitantes. “Du­rante estes seis meses fizemos trabalhos de manutenção e de recuperação do próprio hotel, também resolvemos alguns problemas do SPA, pelo que penso que neste momento estamos em condições de poder lançar um concurso”, salientou a autarca.
Berta Nunes justifica a opção de privatizar a Alfândegatur com o facto da gestão de empresas não fazer parte das prioridades da Câmara. “Apesar de podermos contribuir para o lançamento de projectos, neste momento temos que nos concentrar nas principais actividades do município, nomeadamente na nossa situação financeira”, justificou a edil.
Quanto ao futuro da Alfândegatur, Berta Nunes garante que vai ser tido em conta o projecto de viabilidade apresentado pelos concorrentes. “Não queremos entregar a Alfândegatur a qualquer grupo. Tem que ser um grupo com experiência na área do turismo e que nos dê garantias de que o investimento que foi feito pela autarquia ao longo dos anos vai ter futuro, vai ser rentabilizado e vai continuar a criar riqueza e emprego para o nosso concelho”, garante a presidente da CMAF.
Também as micro-empresas instaladas na EDEAF já começaram a ser entregues a privados, nomeada­mente a Alfadoce, que vai passar a ser gerida pela empresa 100% Trás-os- -Montes. A queijaria foi entregue à co­operativa, a alfapack vai ser extinta e o equipamento de embalamento vai ser transferido para a cooperativa, en­quanto ainda decorre o concurso para encontrar interessados na Alfamel.

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