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Auto-Estrada vai herdar curvas do IP4

Auto-Estrada vai herdar curvas do IP4
  • 1 de Junho de 2010, 10:00

Há situa­ções pontuais em que o raio de curvatura e as inclinações ficam mesmo no limite daquilo que são considerados os padrões de segurança para os automobilistas, visto que o estudo de impacto ambiental determinou que o projecto da auto-estrada deveria ser “o mais agarrado possível” ao IP4.
A informação foi avançada pelo director-geral da Auto-Estradas XXI, Rodrigues de Castro, durante uma pa­lestra alusiva ao tema “Auto-estrada Vila Real-Bragança: Aspectos técnicos”, que decorreu no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
Questionado sobre esta situação, o responsável realçou que as condições de segurança estão salvaguardadas, visto que o projecto foi auditado nesta área, mas admite que há si­tuações pontuais em que o raio de curvatura e a inclinação não “serão os melhores”. “A futura auto-estrada é muito boa, tanto em perfil, com duas faixas em cada sentido, bermas bastante grandes e separador central, como nas inclinações de um modo geral. Trata-se, apenas, de situações pontuais ao longo dos 130 quilómetros”, explica Rodrigues e Castro.
Também há viadutos ao longo do traçado que vão ser aproveitados, como é o caso da infra-estrutura sobre o rio Tinhela (zona de Murça), mas o responsável garante que aqui o trânsito circulará, apenas, num sentido, visto que vai ser construído outro viaduto paralelo, de acordo com as características do terreno.

Aumento de troços com ­portagem na A4 torna o projecto economicamente negativo

Durante as obras, que se vão estender até 2011, os condutores terão que fazer desvios pela EN15.
Os excessos de velocidade registados no IP4 também foram realçados pelo representante da empresa, que garantiu que 240 quilómetros/hora (Km/h) é uma velocidade praticada “com frequência”. Mesmo assim, Rodrigues de Castro não teme que a A4 crie novos focos de sinistralidade, até porque “os automobilistas sabem que o máximo permitido é 120 Km/h”.
Durante a exposição, o responsável realçou, ainda, a grandiosidade da obra (ver caixa), bem como a construção de dois centros de apoio e manutenção, um dos quais na zona de Santa Comba de Rossas, para garantir as melhores condições de circulação na via durante os próximos 30 anos.
O último Inverno foi também recordado por Rodrigues de Castro como um dos mais rigorosos dos últimos anos, tendo causado constrangimentos à normal circulação, principalmente, devido ao atravessamento de camiões. Os gastos com o sal disparam, tendo-se registado um aumento de oito vezes mais relativamente aos últimos anos.
Já no que toca a equipamentos, Rodrigues de Castro garantiu que a empresa concessionária irá reforçar o número de limpa-neves quando a A4 estiver construída.
Já em relação ao custo/benefício desta obra, o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Pedro Godinho, afirma que é um projecto rentável com as actuais características, mas lembra que caso sejam aumentados os troços portajados tornar-se-á economicamente nega­tivo, devido à consequente diminuição da procura por parte dos automobilistas.

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