Ambulâncias SBV em risco em Miranda e Moncorvo
A desactivação de meios de socorro é uma das medidas que poderá vir a ser posta em marcha, a curto prazo, pelo INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) no âmbito dos cortes determinados pela contenção de despesas para fazer face à crise.
Segundo uma fonte ligada ao processo as delegações regionais já começaram a identificar os meios a fechar. No Interior poderão encerrar três ambulâncias de suporte básico de vida, em Miranda do Douro, Moncorvo e Celorico (distrito da Guarda), e ainda ambulâncias de suporte imediato de vida em Alijó e Montalegre.
Uma fonte do INEM negou esta determinação ao Jornal Nordeste, referindo que “nada está decidido”, admitindo, no entanto, que está a decorrer “uma discussão interna” entre o conselho directivo do instituto e as delegações regionais. A mesma fonte acrescentou que a disposição dos meios no terreno está em análise e que poderá ocorrer “a recolocação de alguns, cortando onde fazem menos falta em detrimento dos locais onde são mais necessários”. Deverá sair um projecto para o Ministério da Saúde com vista a “optimizar” os recursos disponíveis.
Nos Bombeiros de Miranda do Douro o comandante, Hirondino João, garante que não tem qualquer indicação sobre o assunto. Em Torre de Moncorvo, o segundo comandante da corporação, Firmino Lopes, também desconhece a situação. Ambos os responsáveis consideram as ambulâncias SBV “fundamentais” por serem tripuladas por recursos humanos com mais formação especializada em socorro e emergência. “É uma mais valia”, frisou Hirondino João.
Vítor Alves, director do ACES-Nordeste (Agrupamento de Centro de Saúde) assegurou que não tem conhecimento de qualquer corte nos meios de socorro. “Não tenho indicações nesse sentido da Administração Regional de Saúde, aliás entre as medidas previstas não há cortes no socorro”, sustentou.
O responsável pelo ACES admitiu que estão a reajustar os gastos nos centros de saúde e que existem orientações da ARS-Norte “para poupar”. Todavia está convicto de que “não se vão reflectir na prestação de cuidados às populações”, e que passarão por outros níveis. “Temos de evitar os desperdício e poupar em alguns sítios”, assegurou.
Glória Lopes