Piscina do CEE marca passo
A directora distrital da Segurança Social de Bragança, Teresa Barreira, admitiu a situação ao Jornal Nordeste, mas ressalva que não tem havido prejuízo para os utentes, que utilizam as piscinas municipais ao abrigo de um protocolo entre o CEE e a autarquia, que, em contrapartida, faz uso do campo de futebol da instituição. “É anterior à minha direcção, mas, de facto, as obras têm decorrido muito lentamente”, explicou a responsável.
A estrutura custou cerca de 800 mil euros e, para ser dada por concluída, estão em falta “pequenos arranjos e realização de alguns ensaios”, acrescentou.
A piscina tem características específicas para os utentes da instituição, alguns com multideficiências, e não se destina à natação, mas sim aos aspectos lúdicos e de tratamento. “Só tem cerca de um metro de profundidade e deverá servir para hidroterapias. Depois de concluída poderia ser também utilizada por outras instituições, mas também não é imperioso visto que a Obra Social Padre Miguel criou uma resposta nessa área”, acrescentou Teresa Barreira.
A responsável ressalva que “não há qualquer prejuízo para os utentes, pelo que não é urgente, nem há qualquer dispêndio de dinheiro pela frequência das piscinas municipais”.
Antes de concluir o equipamento, a Segurança Social está à procura de uma resolução para o próprio CEE. “Só depois veremos se avançaremos com o funcionamento da piscina”, resumiu. Por ora, o futuro do CEE é incerto. A tutela ainda não decidiu que modelo de gestão quer e a situação arrasta-se há alguns anos. Teresa Barreira referiu que ainda não foi encontrada uma solução e que há várias hipóteses sobre a mesa que podem passar pela gestão externa ou pela entrega a uma instituição. “Estamos a avaliar com calma, tendo em conta os interesses dos utentes e dos funcionários”, garantiu.
Em princípio deverá ser lançado um concurso público internacional para entregar a exploração da instituição. A responsável da Segurança Social tem conhecimento de que há várias entidades interessadas, nomeadamente espanholas. “O concurso não ficará deserto”, vaticinou. O CEE tem 57 utentes em lar residencial, mais 65 em regime de terapia ocupacional.
Glória Lopes