Famílias do Litoral querem repovoar Trás-os-Montes
Os novos povoadores são cidadãos que reconhecem as mais valias de uma vida mais tranquila, sem prejuízo de uma presença profissional activa, e que se dispõem a ir viver para zonas do interior do país.
A média de idades dos novos povoadores é de 35 anos, têm uma média de 10 anos de experiência profissional e desempenham funções que lhes permitem trabalhar à distância via internet. “São pessoas que já têm os seus clientes e que podem trabalhar via on-line”, explicou Frederico Lucas, para quem não faz sentido trazer pessoas que venham competir a nível de emprego com os residentes. “Não se podem trazer pessoas que depois vão ocupar os poucos postos de trabalho que há, mas como se pode trabalhar on-line, podem viver cá, consumir cá, mas vão ganhar dinheiro fora, essa é a grande revolução nos territórios de baixa densidade”, realçou.
O responsável pelo projecto considera que os territórios despovoados são zonas “de baixo custo”, que podem atrair gente à procura de qualidade de vida económica, social e ambiental. “Isto são dados exactos, são mensuráveis, não é pela sensibilidade que se chega a eles, hoje em dia sabemos medir a qualidade de vida”, sustentou.
Cada família paga 3500 euros para se inscrever na Associação Novos Povoadores, o que lhe dá direito a formação em empreendedorismo. Algumas estão há um ano à espera, e “aguardam a adesão do território” pois só os municípios que aderem recebem povoadores. “Aqui ainda não aderiu nenhum, mas ainda estamos na fase de contactos”, afirmou Frederico Lucas.
Glória Lopes