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Incêndios reacendem polémica

Incêndios reacendem polémica
  • 29 de Junho de 2010, 09:17

Recorde-se que, na cerimónia do Dia da Unidade, a 24 de Fevereiro passado, Martins Fernandes, reivindicou o comando da 7.ª companhia do GIPS, que se encontra estacionada no distrito de Bragança. Em vez de depender do comando geral da GNR, em Lisboa, o tenente-coronel defendeu que “a coordenação do GIPS deveria ser incluída no Comando Territorial de Bragança, para haver um melhor aproveitamento dessa força”.
Mas, numa recente passagem por Bragança, Melo Gomes respondeu e, de certo modo, desautorizou Martins Fernandes. “A GNR é um corpo militar e, como tal, tem uma unidade de comando. O facto é que o GIPS pertence à Unidade de Intervenção e, portanto, só pode haver aqui uma pessoa a dar ordens: o comandante do GIPS ou o comandante da Unidade de Intervenção”, sustenta o major general, numa posição partilhada pe­lo comandante dos GIPS, tenente-coronel António Paixão.
As declarações de Melo Gomes foram feitas à margem duma acção levada a cabo em Bragança para verificar os Centros de Meios Aéreos (CMA), na presença do secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco (ver texto na página 5).

Aquartelamento do GIPS
em Cova de Lua reforça
capacidade de intervenção
no Parque Natural de Montesinho

Esta iniciativa faz parte de um périplo pelos 24 CMA existentes no País. No caso do distrito de Bragança, os dois Pelotões do GIPS, cada um com 20 elementos, estão aquartelados nas serras da Nogueira e Bornes integrando a 7.ª Companhia, que conta com um total de 46 militares, sob o comando do tenente Barbosa.
No mais recente reforço de meios para combate a incêndios no Nordeste Transmontano, foram alugados dois helicópteros à empresa HeliBravo. O primeiro, um Ecureil AS350 – B2 pilotado por Manuel Tavares, estacionou na Serra da Nogueira a 14 de Junho, ao passo que o CMA de Bornes ficará operacional no próximo dia 1 de Julho, com a chegada do segundo helicóptero já no final do mês.
Para além do piloto, as aeronaves conseguem transportar uma brigada de 5 elementos do GIPS e são consideradas um meio indispensável. “Os helicópteros são um meio que faz muito falta, sobretudo, nesta região. Aliás, basta ver o registo do número de saídas, quase uma por dia, para se constatar a sua necessidade”, defende Melo Gomes.
Quanto ao desempenho do GIPS, o major general fala em “excelência”. “A missão primordial do GIPS é fazer a primeira intervenção e, nesse aspecto, não temos dúvidas nenhumas que tem sido feito um trabalho excepcional. No ano passado houve 3004 incêndios debelados, logo no início, por acção do pessoal do GIPS”, relembrou.
Após a Serra da Nogueira, os militares seguiram para Cova de Lua, que acolherá as instalações do pelotão do GIPS de Nogueira, constituído por 20 elementos. Segundo fonte desta força, o novo espaço permitirá um aumento exponencial da sua capacidade de intervenção no Parque Natural de Montesinho.
Aos meios aéreos e pelotões do GIPS juntam-se 222 elementos de 15 corpos de Bombeiros, mais as 12 equipas de intervenção permanente dos soldados da paz do distrito.

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