Bragança homenageia Júlio Pomar
Trata-se de uma mostra com cerca de cem obras, intitulada “Júlio Pomar -Uma Antologia”, comissariada por Jorge da Costa, director do centro de arte, que atravessa várias épocas e fases do pintor, verdadeiros marcos históricos na sua produção artística. A partir desta mostra é possível fazer um percurso do pintor, que aos 84 continua a produzir.
O centro de arte vai ainda homenagear Júlio Pomar, com intervenções de Laura Castro e Vasco Graça Moura, seguidas de momento musical por Pedro Caldeira Cabral.
O centro Graça Morais comemora hoje 2 anos de existência. Jorge da Costa faz um balanço “muito positivo” não só pelos artistas que por lá passaram, mas também pelo número de visitantes, uma média de 1300 por mês. A pintora transmontana que dá o nome àquela casa da cultura explicou que se trata de uma exposição de muita qualidade e extraordinária. “Gostava muito que esta cidade o conhecesse melhor e que ele oferecesse ao país através deste espaço a sua obra”, afirmou.
Graça Morais está satisfeita com a actividade do centro de arte contemporânea, porque tem sido possível organizar mostras com vários artistas de mérito reconhecido, mas também por ali têm passado jovens em início de carreira e não tem dúvidas de que virá a ser um ponto de referencia da arte portuguesa. “Todos de muita qualidade e o público tem aderido, tem vindo gente de vários pontos do país e de Espanha”, frisou.
Paralelamente à inauguração das exposições de Júlio Pomar e de Graça Morais “Retratos e Auto-Retratos”, o centro decidiu levar a arte para a rua e organizou uma série de iniciativas no centro histórico de Bragança, como música e exposições. A iniciativa designada “Linha Azul” desafiou lojas, galerias, museus e outras instituições ligadas à cultura a fazer instalações, a promover concertos e realizar performances.
Glória Lopes