Raça Mirandesa cai para metade
Segundo o secretário técnico Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa (ACBRM), Fernando Sousa, neste período de tempo perderam-se 47 por cento das explorações. “Há 5 anos havia 980 explorações, mas actualmente este número é bem menor, rondando os 500 estábulos “, afiançou o técnico.
Apesar desta situação, há produtores que resistem e apostam forte na criação da raça autóctone. Por isso, se na região há explorações que desaparecem, há outras que aumentam o efectivo, havendo já criadores com cerca de 150 animais numa só exploração.
Olhando para estes exemplos, o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Artur Nunes, está ciente que a agricultura é um dos principais motores da economia do concelho, pelo que já foi criado o ambicionado Gabinete de Apoio ao Agricultor( GAA).
“Estamos a olhar de forma séria para toda a fileira produtiva e não queremos tomar decisões avulso. Numa primeira fase criamos o GAA e estamos a analisar os problemas que afectam o sector, porque nos apercebemos que houve um decréscimo na economia agrícola do concelho”, referiu o autarca.
Artur Nunes vai mais longe e garante que o futuro matadouro intermunicipal do Planalto pode contribuir para recuperar o sector agro-pecuário do concelho.
Outro dos empurrões virá da unidade industrial para o embalamento, desmanche e aproveitamento da carne de bovino mirandês, na zona industrial de Vimioso, acredita a ACBRM.