Centro Social recuperado sem apoios
Tratou-se de uma empreitada que consistiu na ampliação e remodelação do centro social, construído há 17 anos e inaugurado pela primeira vez no dia 20 de Novembro de 1993. As obras eram consideradas urgentes, explicou António Pires, o pároco responsável pela instituição. “Sentíamos urgência em fazer a ampliação para dar respostas sociais, mas foi um processo longo, praticamente sete anos, mas conseguimos sem apoios estatais”, referiu o responsável.
Inicialmente foi assinado um protocolo para fazer a remodelação, no tempo em que Fernando Negrão era ministro da tutela. Todavia esse processo parou.
O concurso público de ampliação foi de 250 mil euros, mas a empreitada custou 290 mil. Avançar com a obra foi possível graças à boa gestão e a doações. “Foi um enorme esforço, uma coisa titânica, porque não é fácil sem apoios conseguir uma obra deste vulto. Estamos de parabéns”, garantiu o director.
Com a ampliação, o lar fica com capacidade para 35 idosos
A ampliação permitiu que o centro social possa receber mais utentes, pois fica com capacidade para 35 pessoas em lar de idosos, 40 em apoio domiciliário e sete em centro de dia. Esta é a única instituição do género em Torre de Dona Chama e serve ainda cerca de aldeias vizinhas. “Agora depois das obras feitas consigo dar uma reposta mais cabal às solicitações, há muitas carências nesta área, porque as pessoas estão sozinhas, estamos numa pirâmide invertida antigamente havia filhos sem pais, agora há pais sem filhos”, lamentou António Pires. Na zona é nota-se uma interioridade dentro da própria interioridade, são ilhas de pobreza e isolamento dentro do interior. “Não é difícil chegar às pessoas, mas ainda não chegamos a todas, não estamos limitados só aos acordos de cooperação”, realçou o pároco.
O centro social é uma das instituições sob a alçada da igreja, “que está no terreno e faz mais e melhor do que o próprio Estado. Faz bem. Mas o Estado dá uma ajuda, mas a Igreja tem uma vocação especial para cuidar dos pobres”, acrescentou.
Para já ficam por resolver as necessidades de novo mobiliário, o que existe precisa de ser remodelado porque é antigo, mas faltam 200 mil euros.
Glória Lopes