Projecto social já apoia duas empresas
Tratam-se de projectos de empreendedorismo que estão a beneficiar de apoios por se serem ideias de desempregados com idades a rondar os 40 anos. A empresa de construção civil será financiada por microcrédito e tem como dinamizador um ex-trabalhador da construção civil, que devido ás dificuldades económicos não tem meios próprios. Vítor Costa, economista do projecto, está a ajudá-lo a dar os primeiros passos. “Ajudei-o a fazer divulgação, a fazer cartões pessoais, para começar a ter a certeza sobre propostas de trabalho”, explicou. Para já a candidatura está em avaliação na Agência Nacional de Microcrédito, se for aprovada vai receber 4500 euros para comprar um veículo e andaimes para poder fazer pintura no exterior de edifícios.
A empresa de Corte e Costura é da responsabilidade de duas senhoras desempregadas e tem um conceito inovador porque prevê a realização de confecção e arranjos de roupa, mas também a existência de um espaço de bar, bem como a criação de um site através do qual os clientes podem fazer encomendas. “Para poderem tomar um chá enquanto esperam, também terão um horário alargado”, referiu o economista.
Estes negócios foram seleccionados no conjunto de outros que foram apresentados, mas que não vingaram.
O Projecto ‘Inovar Participar para Incluir’ distingue-se por se intergeracional e por ser pioneiro no concelho. Até à data os cinco técnicos que trabalham na acção já realizaram 106 atendimentos, 38 são famílias, 21 foram encaminhados para o Centro de Formação Profissional. “Alguns foram reencaminhados para a Segurança Social, já temos 48 protocolos com entidades do distrito”, explicou Carla Pires.
Bairros resistem
Nas aldeias da área da Serra da Nogueira a iniciativa está mais adiantada. O Centro Social tem encontrado mais resistência nos bairros da cidade nomeadamente Coxa e Formarigos, o que Carla Pires explica por ser a primeira vez que a zona é intervencionada. Os técnicos já realizaram acções de sensibilização e formação. “Oferecem uma resistência maior porque não nos conhecem, mas estamos a fazer reuniões com os moradores e vamos definir uma Comissão de Moradores para conseguir mostrar o que fazemos e ganhar a sua confiança”, acrescentou. A acção assenta sobre um trabalho feito com os residentes na área de abrangência “que tem a ver com o desenvolvimento de competências socais e pessoais das pessoas mais fragilizadas para valorizar o ser pessoas”, resumiu José Bento, responsável pela instituição dos Santos Mártires.
Glória Lopes