Região

Estação de Rossas é ninho de ratos e depósito de lixo

  • 7 de Julho de 2010, 09:25

O problema que se arrasta há vários anos desagrada à população, sobretudo aos que vivem nas imediações da estação, que está situada no centro da aldeia, uma zona procura por turistas e caravanistas que ali estacionam os seus veículos.
Desde a Primavera que a situação se agravou. As portas foram arrombadas, o lixo tem sido remexido e passou a estar à vista de toda à gente.
Os edifícios da estação são considerados património importante pelos habitantes de Rossas, pois são um banco de memórias de outros tempos, mas estão votados ao abandono. Maria Antónia Ferro, viúva do último chefe da estação, diz-se “ triste e deprimida” com tudo o que ali sucede, e critica a atitude das entidades responsáveis pela tutela. É uma pouca-vergonha”, lamenta a idosa de 86 anos, que viveu 25 anos, foi lá que fez boa parte da sua vida e foi lá que criou os filhos. “A mim custa-me como a mais ninguém, como é natural pois foi a minha casa”, frisou.
O problema não é de agora. Arrasta-se há mais de 15 anos. Começou mal a estação encerrou e o último chefe se reformou. Logo nessa altura começou a acumular-se lixo. “Um antigo carregador tomou conta da casa e fez daquilo um depósito de material que ia arranjando aqui e ali, mais tarde saíram, mas o lixo ficou lá. Aquilo é uma espelunca que incomoda quem vê”, referiu Maria Antónia Ferro.
Há uns anos a via pública da área da estação foi objecto de um projecto de requalificação, mas que apenas contemplou os passeios e não chegou aos edifícios. “Desde que a linha deixou de existir foi sempre uma lixeira, vão para ali gente que não tem ocupação, mas a situação é do conhecimento da junta e da população em geral”, disse Luís Jerónimo, residente.
A junta de freguesia não dispõe de meios financeiros para requalificar os imóveis que pertenciam á antiga estação, todavia o património é da REFER. Os moradores exigem uma medida urgente, nem que seja de recurso. “Pelo menos podiam fechar as portas para não se ver a imundice que lá está dentro”, sugeriu a viúva do antigo chefe da estação. “Nos últimos dias, de madrugada, alguém tem ido para lá e têm destruído, têm partido vidros e destruído as portas, são actos de vandalismo, mas não sabemos quem os faz porque sucedem durante a noite”, contou Luís Santos, um dos moradores nas casas em frente à estação.
Os populares gostavam que fosse posto cobro ao problema. “É preciso que alguém tome mão nisto, ou cada vez vai ser pior, dá mau aspecto aos visitantes”, acrescentou Fernanda Batista.
A degradação dos edifícios desagrada ao presidente da junta de freguesia que já informou a Câmara da situação. Ilídio Morais assegura que a autarquia de Rossas nada pode fazer porque se trata de um património da REFER. Ainda assim vão pedir autorização para fechar as portas com tijolo. “Se forem fechadas evitam-se males maiores, porque através do lixo podem vir outros problemas lixeira pode trazer outros problemas e a junta tem de zelar pela segurança da população”.

Glória Lopes

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin