Pais contestam encerramento da escola do Toural
Os pais já enviaram um abaixo-assinado, com 40 assinaturas, para a Junta de Freguesia da Sé, Câmara Municipal de Bragança e Equipa de Apoio às Escolas da Terra Fria e Arribas a reivindicar a continuação deste estabelecimento de ensino.
“É a melhor escola do 1.º Ciclo da cidade. O edifício é excelente, foi alvo de obras recentemente, tem biblioteca e, ainda, uma área de apoio para crianças surdas-mudas”, realça o presidente da APAEAM, Sérgio Barros.
O representante dos pais lembra que o encerramento daquela escola e a transferência dos alunos para o Centro Escolar de Santa Maria é um verdadeiro quebra-cabeças para os pais. “Aquela escola serve as zonas de Vale d`Álvaro, Braguinha e Toural e os alunos vão ter que se deslocar para longe. Um pai que queira almoçar com o filho vai ter q fazer 4 viagens diárias”, salienta Sérgio Barros.
Numa reunião que decorreu na passada segunda-feira, os pais decidiram, ainda, continuar a insistir com a CMB para conseguirem uma reunião com o presidente da autarquia, Jorge Nunes, e agendar outro encontro com o coordenador da Equipa de Apoio às Escolas, Luís Martins.
Sérgio Barros considera, ainda, que o Centro Escolar de Santa Maria está mal localizado, uma vez que surge fora do contexto habitacional e profissional das famílias. Na óptica do responsável, esta situação poderá estar na origem da baixa taxa de matrículas registada até ao momento, visto que enquanto o Centro Escolar da Sé já tem crianças a mais, em Santa Maria só estão matriculadas cerca de 40 crianças, para uma capacidade de 100 alunos.
Pais consideram que o Centro Escolar de Santa Maria está fora do contexto habitacional
e profissional das famílias
Quanto à escola do Toural ainda não chegou um documento oficial ao Agrupamento Augusto Moreno a dar conta do encerramento, mas a direcção confirmou ao Jornal NORDESTE que foram informados via telefone pelo coordenador de Apoio às Escolas, Luís Martins, do encerramento daquele estabelecimento de ensino já no próximo ano lectivo.
Sérgio Barros garante que os pais vão continuar a lutar para manter a escola aberta e afasta o problema da prostituição naquela zona como justificação para o encerramento do estabelecimento de ensino. “Nenhum pai levantou qualquer problema em relação a isso. As crianças não presenciam situações desse género. E se esse é um problema que o resolvam, não é a escola que deve encerrar”, concluiu o responsável.