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Urgência de Mirandela em tribunal

Urgência de Mirandela em tribunal
  • 13 de Julho de 2010, 13:50

Em causa está a alegada violação do protocolo assinada entre a autarquia e aquelas entidades que garante a manutenção do estatuto de Urgência Médico-Cirúrgica, na Unidade Hospitalar de Mirandela.
Recorde-se que o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) reduziu o horário das cirurgias em Mirandela, na sequência das férias dos médicos, transferindo para Bragança várias intervenções.
O autarca considera que estas situações são o começo do encerramento da Urgência Médico-Cirúrgica em Mirandela e lembra que das sete especialidades que constam do protocolo, quatro nunca funcionaram. “Ortopedia, Imunoterapia e a Cardiologia, que faziam parte obrigatória da Urgência Médico-Cirúrgica, já deviam estar a funcionar. O serviço de Anestesia também não funciona a 100 por cento”, acusa o edil.
Ontem, em conferência de imprensa, o conselho de administração do CHNE desmentiu as acusações feitas pelo autarca de Mirandela e garantiu que a Urgência Médico-Cirúrgica vai manter-se em funcionamento.
Em declarações aos jornalistas, o director clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, afirmou que os factos apresentados por José Silvano não correspondem à realidade. “A Urgência Médico-Cirúrgica mantém-se rigorosamente igual. Não houve esvaziamento de serviços, nem perda de competências e vai manter-se assim”, garante o director clínico.
O director do Serviço de Cirurgia, António Ferrão, também salienta que não há razões para alarmar as populações, até porque as escalas obedecem a padrões de segurança e qualidade.

CHNE garante que só foram feitas três transferências para Bragança, durante os 12 dias
em que o serviço de cirurgia
de Mirandela está a funcionar em horário reduzido

Aliás, o responsável avança com números para explicar que a redução do horário da cirurgia em Mirandela não afecta a população. “Durante os 12 dias em que a urgência está a funcionar nestas condições houve, apenas, três transferências para Bragança. Uma delas teria que ser feita obrigatoriamente, porque era um doente que necessitava de cuidados intermédios. Isto corresponde a uma média de 0,16 por cento de transferências diárias”, sustenta António Ferrão.

Fernando Cordeiro /Teresa Batista

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