Região

Vinhos transmontanos valem ouro

  • 10 de Agosto de 2010, 09:55

São quatro vinhos que valem ouro, todos produzidos e engarrafados em Trás-os-Montes e Alto Douro. Os prémios foram entregues na passada sexta-feira, 6, em Valpaços, II Concurso de Vinhos Engarrafados de Trás-os-Montes.
Comparecerem a concurso 19 produtores com 43 vinhos DOP “Trás-os-Montes” e IGP “Transmontano”, resultando na atribuição de 14 medalhas, 4 de Ouro e 10 de Prata.
“É um óptimo resultado quer pelos prémios conseguidos quer pelo número de aderentes”, explicou Francisco Pavão, presidente da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes.
A qualidade dos vinhos da região tem-se vindo a afirmar nos últimos anos. A prova disso foi o resultado do último concurso realizado em Santarém, onde produtores arrebataram uma medalha de ouro e duas de prata, mais 12 menções honrosas. “Isto prova que os nossos vinhos estão a melhorar muito”, frisou aquele responsável.
O concurso realizado em Valpaços visa promover a excelência dos vinhos, bem como aferir como estão as marcas engarrafadas na região.

Há subsídios, na ordem dos 70 por cento, para projectos de reestruturação de vinhas

Francisco Pavão acredita que o evento tem contribuído para a evolução dos produtores. “O painel de provadores era constituído por enólogos de todo o país e, portanto, vemos que a região tem enormes potencialidades para a produção vitivinícola”, acrescentou.
Os resultados foram divulgados durante a Feira Franca de Valpaços, que também acolheu provas públicas de vinhos.
A marca mais medalhada foi a Casal de Vale Pradinhos (Macedo de Cavaleiros), que arrebatou ouro e prata.
O concurso foi apoiado pela Direcção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes.
Rui Borges, representante daquele organismo, defendeu “tem havido uma evolução muito positiva no sentido de fazer passar a imagem de que a região tem vida e que o vinho pode ser um produto muito forte”.
Neste momento há subsídios, na ordem dos 70 por cento, para projectos de reestruturação de vinhas, nomeadamente para arranque das velhas, algumas com pouca produtividade e com castas mais fracas, e plantação de novas com castas da região e com um melhor ordenamento.
G.L.

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