Animais aparecem mortos em Babe
Na freguesia de Babe, houve animais que foram descobertos mortos nos últimos tempos. Os populares falam em algumas raposas e outros animais como cães e gatos, enquanto que, o presidente da Junta de Freguesia de Babe, Alberto Pais, diz, apenas, ter conhecimento de 3 ou 4 raposas e um cão.
“Algumas pessoas da aldeia têm-se deparado com alguns animais mortos, nomeadamente, raposas. Eu só constatei uma e, de imediato, chamei a GNR para dar conta da ocorrência, porque não sabemos se é alguma doença ou envenenamento. Por isso, o nosso trabalho foi alertar as autoridades”, contacto efectuado pelo responsável há cerca de duas semanas.
“Levaram o animal para Vila Real e fizeram-lhe a inspecção e, ainda, não tenho qualquer resposta. A junta de freguesia fez o que tinha a fazer. Se for mão criminosa, as autoridades darão conta do recado”, adiantou, não tendo, porém, ideia do tempo que demorarão a chegar os resultados das análises. Testes que, de acordo com Alberto Pais, custam cerca de 3000 euros.
Uma possibilidade a ganhar força e que advêm, em parte, do facto de alguns galinheiros terem sido destruídos há uns meses atrás, é a morte dos animais por envenenamento, em sinal de retaliação. Questionados alguns habitantes da aldeia, houve um que confidenciou: “Eu vi morrer a raposa! Aqui há pessoas muito malfazejas (que gostam de fazer mal). Só que a natureza é natureza e temos de a estimar para nos estimarmos a nós”.
Preferindo manter o anonimato, continuou: “Esta aldeia é muito severa com a natureza e aquilo que eu gosto muito. Para a época actual, aqui, as pessoas não são cultivadas, são selvagens! A mim dá-me um prazer enorme ver os coelhos, as lebres e outros animais no lameiro”.
Sobre a teoria de ser um só “criminoso”, este habitante contradisse: “Se fosse só um, era muito bom! Contra a natureza, isso anda para aí uma cangalhadas deles. O Governo é que devia intervir…”
Tendo a certeza de que as mortes tiveram origem humana, Alberto Pais pretende: “alertar, primeiro, e sensibilizar as pessoas para os direitos dos animais. Se lhes fazem mal, claro que não concordo”.