Centro Escolar de Carrazeda abre sem condições
A sede do Agrupamento de Escolas de Carrazeda de Ansiães começa a funcionar no dia 13 de Setembro, mas sem todas as condições necessárias para o desenvolvimento da prática lectiva. Uma das falhas mais notórias é a falta de um recinto para a prática de desporto, admitiu o presidente da Câmara, José Luís Correia.
A Câmara está a envidar todos os esforços para concluir as obras e para ter tudo a postos para receber os alunos, mas o agrupamento têm falhas estruturais de projecto. “Também não existe uma área suficiente para o recreio, além de que o espaço que existe não apanha sol, pelo que no Inverno se vai transformar numa pista de gelo”, assegurou o edil, eleito no final de 2009 e que já apanhou o processo de construção do agrupamento em curso.
Entre as carências contam-se ainda a inexistência de uma cobertura entre o edifício onde decorrem as aulas e a cantina. “Quando estiver mau tempo, os estudantes vão molhar-se e apanhar frio”, frisou o presidente, que considera que o imóvel não foi dimensionado tendo em conta os 247 alunos que o vão frequentar.
O edifício custou 1,3 milhões de euros, mas está longe de “poder contemplar todas as valências necessárias ao desenvolvimento da prática lectiva”, acrescentou José Luís Correia.
Autarca de Carrazeda considera que a concentração dos alunos da vila não é a melhor opção
Para remediar a falta de um pavilhão desportivo no novo centro escolar, as aulas de ginástica poderão decorrer no ginásio da Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães, desde que a direcção autorize, mas este equipamento também está em mau estado de conservação. “Está em péssimas condições e também não há condições para fazer o transporte dos alunos para lá”, afirmou o autarca. Ainda assim, José Luís Correia garante que vão fazer tudo o que estiver ao alcance do município para criar as melhores condições aos estudantes.
O edil está ainda convencido que a concentração de todas as escolas no centro escolar não é a melhor alternativa para o ensino no concelho. “Isso é discutível. Pode ser melhor em termos pedagógicos, resta saber se o é em termos sociais e económicos. Resta saber se os ganhos em termos pedagógicos e de aprendizagem compensam tudo o resto, nomeadamente a nível social”, sustentou José Luís Correia.
O concelho de Carrazeda de Ansiães perde este ano os seis pólos escolares que funcionaram no ano lectivo de 2009/2010 e que já concentravam crianças de várias aldeias, nomeadamente Castanheiro do Norte, Fontelonga, Linhares, Pombal, Selores e Vilarinho da Castanheira.
G.L.