Morto a tiro no café da Junqueira
Um homem, de 58 anos, foi assassinado, anteontem, durante uma zaragata no interior de um café na aldeia de Junqueira, no concelho de Torre de Moncorvo.
A autora dos disparos é uma mulher, de 56 anos, que abateu Luís Moreira com dois tiros de pistola em pleno estabelecimento comercial, depois da vítima ter, alegadamente, esfaqueado o seu filho, de 36 anos, na sequência de uma escaramuça.
O crime ocorreu no seguimento de uma discussão entre Luís Moreira e Nuno Teiga por causa de uma nota de cinco euros. “O Luís encontrou cinco euros no chão e apanhou-os, mas o Nuno disse que eram dele e insistiu nisso. O Luís disse-lhe que não lhe dava o dinheiro, mas que lhe pagava uma cerveja. Foi então que começaram a discutir e pegaram-se. Nisto alguém puxou de uma faca e o Nuno foi atingido com duas facadas”, contou um habitante da aldeia, que preferiu manter o anonimato.
Entretanto, segundo relatos de populares, alguém ligou à mãe de Nuno, Beatriz Alho, para a avisar que tinham dado uma facada ao filho. “Ela apareceu no café com uma pistola. Estava muito nervosa. Disparou dois tiros e feriu Luís Moreira, que acabou por morrer”, acrescentou a mesma fonte.
População chocada com a tragédia que se abateu sobre a aldeia. Vizinhos preocupados com o futuro da idosa doente
A família da suspeita não tem boa fama na localidade, devido a problemas anteriores. Já a vítima era tida como boa pessoa, mas os vizinhos dizem que “às vezes bebia uns copos, mas não fazia mal a ninguém”, asseguram.
Os populares garantem que Beatriz Alhos quando se dirigia para o café ainda se cruzou com o filho ferido.
As vítimas foram transportadas para o Centro de Saúde de Torre de Moncorvo, tendo sido transferidas para a Unidade Hospitalar de Bragança, onde Luís Moreira já chegou sem vida, tendo falecido na ambulância junto a Vila Flor.
A população de Junqueira está chocada com o homicídio, que consideram uma tragédia. Quem lá vive lamenta a morte do conterrâneo, sobretudo porque era filho único e cuidava da mãe, idosa, viúva e doente. “Era ele quem tratava dela, porque ela tem um cancro. Já fez quimioterapia e precisa que tratem dela. Era bom que a assistência social viesse tratar do caso. Ela sozinha já não consegue sobreviver”, contou Maria do Céu, uma vizinha.
A GNR esteve no local, mas o caso já passou para as mãos da Policia Judiciária, que está a realizar investigações. A autora dos disparos usou uma pistola 6.35mm adaptada, foi detida pela GNR e, mais tarde, entregue à PJ.
Gloria Lopes