Região

Morto a tiro no café da Junqueira

  • 7 de Setembro de 2010, 08:35

Um homem, de 58 anos, foi assassinado, anteontem, durante uma zaragata no interior de um café na aldeia de Junqueira, no concelho de Torre de Moncorvo.
A autora dos disparos é uma mulher, de 56 anos, que abateu Luís Moreira com dois tiros de pistola em pleno estabelecimento comercial, depois da vítima ter, alegadamente, esfaqueado o seu filho, de 36 anos, na sequência de uma escaramuça.
O crime ocorreu no seguimento de uma discussão entre Luís Moreira e Nuno Teiga por causa de uma nota de cinco euros. “O Luís encontrou cinco euros no chão e apanhou-os, mas o Nuno disse que eram dele e insistiu nisso. O Luís disse-lhe que não lhe dava o dinheiro, mas que lhe pagava uma cerveja. Foi então que começaram a discutir e pegaram-se. Nisto alguém puxou de uma faca e o Nuno foi atingido com duas facadas”, contou um habitante da aldeia, que preferiu manter o anonimato.
Entretanto, segundo relatos de populares, alguém ligou à mãe de Nuno, Beatriz Alho, para a avisar que tinham dado uma facada ao filho. “Ela apareceu no café com uma pistola. Estava muito nervosa. Disparou dois tiros e feriu Luís Moreira, que acabou por morrer”, acrescentou a mesma fonte.

População chocada com a tragédia que se abateu sobre a aldeia. Vizinhos preocupados com o futuro da idosa doente

A família da suspeita não tem boa fama na localidade, devido a problemas anteriores. Já a vítima era tida como boa pessoa, mas os vizinhos dizem que “às vezes bebia uns copos, mas não fazia mal a ninguém”, asseguram.
Os populares garantem que Beatriz Alhos quando se dirigia para o café ainda se cruzou com o filho ferido.
As vítimas foram transportadas para o Centro de Saúde de Torre de Moncorvo, tendo sido transferidas para a Unidade Hospitalar de Bragança, onde Luís Moreira já chegou sem vida, tendo falecido na ambulância junto a Vila Flor.
A população de Junqueira está chocada com o homicídio, que consideram uma tragédia. Quem lá vive lamenta a morte do conterrâneo, sobretudo porque era filho único e cuidava da mãe, idosa, viúva e doente. “Era ele quem tratava dela, porque ela tem um cancro. Já fez quimioterapia e precisa que tratem dela. Era bom que a assistência social viesse tratar do caso. Ela sozinha já não consegue sobreviver”, contou Maria do Céu, uma vizinha.
A GNR esteve no local, mas o caso já passou para as mãos da Policia Judiciária, que está a realizar investigações. A autora dos disparos usou uma pistola 6.35mm adaptada, foi detida pela GNR e, mais tarde, entregue à PJ.
Gloria Lopes

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