Jazz desperta aquém-Douro
Num evento já consagrado pela crítica, o 7º Festival Internacional Douro Jazz terá lugar entre 17 de Setembro e 16 de Outubro. Em época de vindimas, haverá 65 espectáculos interpretados por 80 músicos de cinco países nas localidades de Bragança, Chaves, Pesqueira, Lamego e Vila Real.
A maior novidade, impulsionada por um enquadramento pedagógico, prende-se com a rubrica Douro Jazz nas Escolas. Esta iniciativa que levará a música jazz, no seu prisma mais festivo, o género dixieland, a determinados estabelecimentos de ensino da região, designadamente de Vila Real e Lamego, ficará, nesta edição, afastada das restantes cidades.
O nome grande do cartaz de 2010 é considerado como um dos guitarristas contemporâneos mais célebre e influente da história do Jazz. Al di Meola apresenta o seu projecto “World Sinfonia”, num concerto de luxo que encerrará o festival a 16 de Outubro em Vila Real. Se o terminar ficará, certamente, na memória, a abertura do festival, também, não cairá no esquecimento. O primeiro concerto será da responsabilidade do grupo SK Radicals, liderado pelo talento inglês do multi-instrumentista Sean Khan da cena nu-jazz/funk/soul europeia.
Esta edição, em particular, será dedicada à guitarra com Peter Bernstein, Tato de Moraes e Chris Allard, num ano em que se comemora o centésimo aniversário do nascimento de Django Reinhardt.
Com um orçamento a rondar os 65 mil euros, o cartaz dedica, ainda, parte, a algumas vozes femininas: Jogo de Damas, Suzie`s Velvet e, com características peculiares, a banda emergente The Soaked Lamb.
65 espectáculos, 80 músicos de 5 países são apenas alguns dos números que caracterizam o 7º Festival Internacional Douro Jazz
À semelhança do ano transacto, a Douro Jazz marching band, a banda residente do festival, evocará os tradicionais desfiles de dixieland com diversas arruadas nos centros históricos das cidades participantes.
Outra iniciativa decorrente do festival trata d`“O Douro nos caminhos da literatura”, com sete exposições bibliográficas a decorrerem de 1 a 16 de Outubro. Serão mostras itinerantes que pretendem narrar a vida e obra de sete escritores do Douro que dedicaram a Trás-os-montes e Alto-Douro uma parte significativa da sua produção literária. Entre eles, Guerra Junqueiro, Miguel Torga e Aquilino Ribeiro.
Na programação complementar, destaque, ainda, a 1 de Outubro, Dia Mundial da Música, para o lançamento do Vinho Douro Jazz, colheita 2009; e aos sábados, para a Feira de Objectos Culturais durienses que servirá para dar a oportunidade de conhecer ou adquirir diversas produções da região demarcada mais antiga do mundo. Ambas as iniciativas, acontecerão no Teatro de Vila Real.
Em Bragança, haverá quatro concertos e o preço do bilhete geral é de 15 euros. Já em Vila Real, são 21 concertos pela módica quantia de 30 euros.