Centro Tecnológico do Azeite é pioneiro no país
Os olivicultores transmontanos vão passar a contar com o apoio de um Centro Tecnológico do Azeite (CTA), um organismo pioneiro no país, que facultará auxilio técnico e científico com vista à modernização da fileira olivícola.
O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, que presidiu ao lançamento daquele centro, na passada terça-feira, teceu rasgados elogios à criação da estrutura de apoio aos agricultores que será uma espécie de balcão de tecnologia avançada, classificando-o de “verdadeira relevância para a região”.
O responsável pela pasta da Agricultura admitiu que o azeite tem na Terra Quente “uma fileira importante que deve ser apoiada, que é rica nas variedades tradicionais da oliveira e do azeite”, referiu.
António Serrano não se esqueceu de destacar o trabalho dos agricultores: “Esta gente aqui está organizada e criou este centro que tem objectivos amplos, não só da divulgação do produto, mas fundamentalmente no apoio ao agricultor naquilo que são pratica inovadoras de fomento da agricultura em torno do olival”, explicou. Enaltecido foi também o trabalho feito na divulgação dos produtos a nível nacional e internacional, que tem permitido a valorização de produtos regionais, “Este centro vai ajudar o sector”, acrescentou.
O presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), António Branco, explicou que com a criação do Centro Tecnológico do Azeite vai mudar a congregação de esforços entre os actores e a fileira. “Nós queremos que isso seja formalizado numa parceria concreta que é uma associação pró-centro tecnológico que irá trabalhar com projectos conjuntos, captando verbas e transferindo tecnológica para o sector”, salientou.
O azeite tem na Terra Quente “uma fileira importante que deve ser apoiada”, defendeu governante
O projecto do Centro Tecnológico já existe há muito anos, mas agora teve novos desenvolvimentos. Até final de Outubro será apresentada uma candidatura, no âmbito do PROVER e do InovaRural, no valor de 800 mil euros. O objectivo é juntar todos os actores que trabalham nesta área e criar parcerias para o funcionamento do centro, “para dar vazão às candidaturas já aprovadas”, frisou António Branco.
Foi ainda assinado um financiamento a uma nova candidatura relacionada com uma rede temática de inovação, o tipo de projecto que poderá ser dinamizado no âmbito do trabalho do Centro Tecnológico do Azeite.
A partir de Janeiro o organismo já deverá estar a funcionar, e terá à missão de valorizar e implementar no terreno projectos que já têm financiamento, como são os ligados ao olival super-intensivo ou às redes temáticas. “Não é um edifício, o que se pretende é juntar as valências de cada um dos parceiros, temos um sistema universitário regional, e temos que o congregar e avaliar as necessidades do ponto de vista tecnológico para valorizar”, asseverou o presidente da AOTAD.
CAIXA
Empresa do Porto dinamiza olival
A Altar Resources, uma empresa com sede Porto, com investimentos na Indonésia, está a investir na produção de azeite em Mirandela. Há um ano adquiriu a Quinta do Seixo, com 260 hectares de terreno, para desenvolver um projecto agrícola integrado, cuja primeira fase está prestes a começar. “O aproveitamento dos produtos agrícolas são importantes e a fileira do azeite foi um sector que nos atraiu desde o início. A ideia é produzir produtos portugueses de grande qualidade”, explicou Pedro Freixo, administrador da empresa.
Parte da quinta vai ser reconvertida com a plantação de vários hectares de olival, mas o projecto prevê a reflorestação de uma zona. Na segunda fase vão replantar também amendoal e outra aposta vai para a vinha, com a plantação de 10 hectares.