O chamamento dos veados
A Associação Montesinho Vivo realizou no passado sábado, a VI edição da Brama, na zona de Rio de Onor, com a presença e acompanhamento de uma equipa de reportagem do programa Biosfera, da RTP2.
“É o passeio anual que fazemos, a que chamamos Passeio da Brama, porque é a época em que os veados acasalam e andam em despique pelas fêmeas, tudo isto se passa na zona nacional de caça da Lombada, com uma extensão de 20 mil hectares e vegetação rasteira e no habitat destes animais”, explicou o presidente da Associação Montesinho Vivo, Telmo Cadavez.
Naquela zona estima-se que existam cerca de 300 exemplares, muitos deles avistados durante o Passeio da Brama, que teve inicio bem cedo, cerca das 8h00. Depois da saída, o grupo parou num ponto de observação para ver os animais com binóculos e, muitas vezes, até dá para tirar fotografias, dada a proximidade com os veados. “O percurso é sempre acompanhado de uma pequena explicação sobre o habitat natural dos animais, os seus hábitos, reprodução e até aspectos fisiológicos interessantes deste cervídeo”, acrescentou Telmo Cadavez.
No pacote turístico dedicado à brama, a associação propõe “um fim-de-semana fantástico”
Este ano, a Montesinho Vivo procedeu a alterações importantes, para permitir observar os veados mais de perto e desfrutar ainda mais do evento. Assim, as observações foram efectuadas numa altura em que os animais se encontram mais vulneráveis, permitindo observá-los na Natureza mais perto e por mais tempo, mas sempre sem os perturbar.
Neste pacote turístico dedicado à brama, a associação propõe “um fim-de-semana fantástico”, oferecendo aos visitantes de fora da região a possibilidade de usufruírem de um programa completo com alojamento, um passeio pela cidade, um jantar tradicional, acompanhamento com guia, fornecimento de binóculos e uma saída nocturna, em caso de se justificar.
Parte do grupo de seis pessoas que este ano participou no passeio já o tinha feito no ano passado, mas desta vez trouxeram alguns amigos. “É bom porque trazem outras pessoas e divulgam. A ctualmente já é rápido virem até aqui. É uma forma de dar a conhecer o parque, que é o objectivo da associação”, admitiu o responsável.
Recorde-se que os passeios fazem-se com grupos pequenos, entre 10 a 12 pessoas, para que os animais não sejam perturbados e o impacto na natureza seja minimizado.
G.L.