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Reclamos vão pagar imposto

Reclamos vão pagar imposto
  • 28 de Setembro de 2010, 11:02

Na semana passada, Maria Emília, proprietária de um café na localidade, recebeu uma notificação relacionada com um reclamo instalado num poste assente sobre o muro que veda a sua propriedade, construído a expensas próprias. “Mesmo estando o anúncio naquilo que é meu, vou ter de pagar, ou então tenho de o retirar. Isto não faz sentido nenhum. A ideia é que as pessoas que circulam na rua vejam que isto é um estabelecimento. Se o reclamo estiver cá dentro não se vê. Não tem jeito nenhum”, explicou a comerciante.
Maria Emília contou ao Jornal Nordeste que há uns meses um funcionário do Instituto de Estradas tinha passado pelo estabelecimento e já a tinha informado que teria de pagar pelo reclamo. “Nessa altura falou com o meu marido, e nós ficamos à espera, mas ficamos logo surpreendidos”, referiu.
Entretanto chegou a carta a informar com o valor do pagamento, cerca de 150 euros por ano. A comerciante diz que não vai hesitar e vai avançar com a retirada do dito anúncio. “O café já dá pouco, quase nada. Os da terra já sabem que aqui há um café não precisam de reclamo nem de publicidade. Além disso, depois de construído o IP2 ninguém vai passar aqui. Prefiro retirá-lo”, assegurou.

“Passaram por aqui e lembraram-se logo de mais uma forma de o Estado arranjar dinheiro”

O Jornal Nordeste contactou outros comerciantes da localidade para saber se estavam a receber cartas semelhantes, mas nenhum se mostrou interessado em prestar declarações.
A situação está a indignar os próprios clientes, que consideram a medida muito injusta. “Parece-me inadmissível. Passaram por aqui e lembraram-se logo de mais uma forma de o Estado arranjar dinheiro. Ao que se diz as quantias variam entre os 100 e os 300 euros por ano. Isto é ridículo”, afirmou Carlos Pedroso, residente em Lisboa, mas natural de Bornes.
Glória Lopes

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