Depois da chuva, o espectáculo
O jogo foi decorrendo, sem grandes riscos, enquanto os anfitriões tentavam sempre que possível jogar para o cruzamento procurando descompensar o bloco defensivo adversário ao tentarem o golo pelo ar ou de meia distância. Os forasteiros começavam cedo na gestão do resultado, o que lhes valeu três cartolinas amarelas por queimarem tempo.
E tanto teimaram os transmontanos na procura do golo que este acabou por aparecer. Dally, na recarga a uma das defesas da tarde do keeper Bruno, que se cotou com uma excelente exibição, apontou o primeiro tento do Mirandela.
Na etapa complementar, o tempo já deixava jogar e assistiram-se a 45” de muito bom futebol. Com os alvi-negros a procurar com mais intensidade o golo, que viriam a conseguir de castigo máximo, e poderiam ter dilatado a diferença com outro aproveitamento em três situações onde houve mais mérito do keeper do Vieira que demérito do ataque do Mirandela.
Como quem não marca sofre, o Vieira reduz de castigo máximo recuperando o interesse e a expectativa na grande dúvida, já que o jogo abriu bastante com as equipas a arriscar bastante mais. O Mirandela procurava matar o jogo e o Vieira procurava o empate para dividir os pontos, mantendo-se uma interessante luta no último quarto da partida sobressaindo o rigor defensivo dos minhotos e a criatividade atacante dos transmontanos.
Venceu a equipa que mais e melhor procurou o golo, confirmando-se a boa forma e dinâmica de vitória da equipa de Luís Guerreiro.